OI GALERA DO FF&BA!

Oi Galera, hoje vai rolar um texto e duas receitas, afinal tenho que compensar o atraso nas atualizações deste blog que já está virando eventual, mas, vai continuar sendo semanal.

 

 

SE VOCÊ DEIXAR...

 

O quiabo pode babar;

A berinjela pode escurecer;

A calda de açúcar pode amargar;

O Arroz pode se unir;

O feijão pode queimar;

O bife pode cozinhar;

A torrada pode passar do ponto;

O assado pode ressecar;

O alho pode dominar;

O ovo pode estourar;

A farofa pode ficar seca;

O bolo pode solar;

O pudim pode não firmar;

O pão pode não ficar macio;

A batata frita pode encharcar;

O leite pode transbordar;

O queijo pode colar;

Qualquer preparo pode salgar;

A pimenta pode queimar;

A caipirinha pode amargar;

A feijoada pode virar um pesadelo;

A canja pode ficar indigesta.

A vida pode desandar como maionese.

 

SE VOCÊ QUISER...

 

A Vida pode ser bem melhor;

Pode ser tudo que imaginar.

 

 

SE VOCÊ ACREDITAR...

 

Qualquer sonho pode se realizar;

O impossível pode ser possível;

O amor pode vencer;

Pode ser um bom cozinheiro (a);

Todo objetivo pode ser alcançado.

 

SÓ DEPENDE DE VOCÊ...

 

Deixar ou não deixar;

Querer ou não;

Acreditar ou não;

Ser feliz ou não;

Fazer o certo ou o errado;

Ser honesto ou desonesto;

Ser bom ou ruim;

Amar ou odiar;

Perdoar ou ter rancor;

Ser humilde ou arrogante;

Comer bem ou mal;

Preparar hoje a receita abaixo:

 

FRANGO DA CACA:

 

Ingredientes: 1 frango inteiro limpo; -suco de dois limões; 1 copo de vinho branco seco; -5 dentes de alho amassados; -100g de queijo gorgonzola; -1 ramo de tomilho; 10 folhas de hortelã; -20 folhas de manjericão; -azeite de oliva qb; -2 pimentas de cheiro; -3 folhas de couve; -sal e p. reino qb.

 

Preparo: Tempere o frango com limão pimenta do reino, sal vinagre e azeite, faça vários furos  na região do peito com uma faca para o tempero penetrar e deixe coberto na geladeira por 2 horas, numa panela, coloque o vinho branco, o gorgonzola amassado com garfo, o tomilho, a hortelã, o manjericão e as pimentas de cheiro, leve ao fogo brando e mexa até que levante o aroma das ervas, do queijo, vinho e a pimenta como um bouquè e desligue o fogo. Espalhe azeite por todo o fundo de uma assadeira, coloque o frango com o peito para cima, encha o meio do frango com as folhas de couve, forçando para que todas as 3 folhas formem um bolo e não saiam para fora. Misture o tempero do frango com as ervas no vinho, mexa e derrame algumas colheres sobre o frango, reservando o restante. Leve ao forno pré-aquecido a 180°C, coberto por uma folha de papel alumínio por 1 hora, abra o forno, levante o alumínio e coloque o restante do molho reservado, deixe por mais 1 hora, retire o papel alumínio e deixe dourar por mais alguns minutos, quando estiver douradinho, retire e sirva com arroz e batatas fritas, ou sautê. 

 

O POPEYE COME ESPINAFRE, O DUDU HAMBURGUER...

 

Achei que iria conseguir me lembrar das preferências alimentares de muitos personagens das histórias em quadrinhos e desenhos de TV, mas, acabei traído pela memória.

Porém, não me dei por vencido, nem “o braço a torcer” e comecei a me esforçar para lembrar de tantos quantos pudesse.

Lembrei de cara do Popeye com o seu espinafre e do Dudu com os intermináveis hambúrgueres, em seguida me veio a Magali com as melancias, o Horácio com folhas de alface, Pernalonga e a inseparável cenourinha e o “o que é que há velhinho”, Scoby Doo e Salsicha que não recusam panquecas e tortas, além do Zé Colméia, um tanto mais eclético no cardápio, ou melhor, no conteúdo das cestas de piquenique dos visitantes do Parque Jellystone.

Cheguei o limite da minha memória, e quando já ia apelar para internet (o que evito ao máximo fazer), lembrei que trabalho na Casa da Criança, e, nada melhor do que criança para lembrar dessas coisas.

Então, levantei da minha mesa, fui até as meninas e fiz uma pesquisa entre elas que me rendeu saber que a Pucca adora macarrão, A Meninas Superpoderosas se perdem entre doces, bolos e tortas e que a galera do Bob Esponja com Patrick, Lula Molusco e o Siri Queijo, por falta de opção, adoram hambúrguer de siri, muito bem preparados pelo próprio Bob.

Quando já me preparava para fechar este artigo, lembrei de alguém muito comilão e preguiçoso: o balofo e mandrião Garfield e a sua fascinação por lasanha.

 

HAMBURGUER DE SIRI (IGUAL AO DO BOB ESPONJA):

 

Ingredientes: -500g de carne de siri; -1 pão francês torrado ou o equivalente em torradas trituradas; -metade da clara de um ovo; -1 colher de café de azeite de oliva extra virgem; -1 colher de sobremesa de suco de limão; -1 colher de sopa de farinha de trigo; -1 colher de sopa de cebolinha bem picadinha; -sal e p. reino qb; -manteiga para chapear os hambúrgueres.

 

Preparo: Depois de lavar e catar a carne de siri, escorra bem espremendo com as mãos para que fique bem sequinha. Numa bacia média, coloque a carne de siri e todos os outros ingredientes (exceto a manteiga), misture bem com as mãos até obter uma massa, em seguida de a forma de hambúrguer com as mãos, com o aro ou tampa larga redonda de maionese ou vidro de bala. Numa frigideira antiaderente, aqueça um pouco de manteiga e chapeie os hambúrgueres, porém, não vire rapidamente para que se processe a liga e o hambúrguer não se quebre. Se preferir coloque uma fatia de queijo para derreter em cima do hambúrguer antes de levar para o pão. Use maionese light ou requeijão cremoso nas bandas do pão, queijo ralado e batata palha também vão bem.

   

 

SEM DESCULPAS!

OI GALERA DO FF&BA!

SEM DESCULPAS DESTA VEZ, POIS, PARECE QUE ATRASAR A ATUALIZAÇÃO VIROU A REGRA, ENTÃO, VOU RELAXAR E TENTAR ACUMULAR MENOS AFAZERES NO DIA A DIA, DAÍ, QUEM SABE, AS COISAS VOLTAM AO SEU RÍTMO "NORMAL"!

GRANDE AMIGO E MESTRE - CHEF MAURO RICO!

 

“PAI NOSSO que estás no céu, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na Terra como no céu. O pão nosso de cada dia, dai-nos hoje e perdoa Pai, as nossas dívidas e ofensas, na medida em que perdoemos os nossos devedores e a quem nos tenha ofendido, não nos deixeis cair em tentações, e livra-nos de todos os males, agora e sempre!”

Não há o que dizer, explicar ou querer entender, pois, agora seria tudo em vão, o que me resta é orar pela filha, pelo pai e pela mãe e abraçá-los o tempo todo, de onde eu estiver.

A dor de Selma Rico é com toda certeza algo indescritível, que dói no vazio imenso que foi aberto para sempre no coração desta mãe, nunca vai se fechar e sempre irá doer.

Porém, desde que soube do ocorrido, a imagem do Mauro não sai da minha cabeça e o meu pensamento permanece conectado ao do meu amigo, não pela dor dele ser maior que a da Selma, pois, é impossível mensurar, mas, por saber exatamente o que ele está sentindo, pois, passei por isso há pouco mais de 1 ano, quando também sofri a perda de uma filha.

Deus dará o conforto e o incumbirá o tempo de aliviar a dor, mas, as lembranças dos momentos felizes permanecerão, pela graça, honra e privilégio de ter convivido por 28 anos ao lado de um ser maravilhoso que só alegrias proporcionou, em sua breve, mas, marcante passagem por este mundo.

Ingressei na empresa em que atuo até hoje, para substituir o Mauro ministrando aulas de culinária, que teve de se ausentar na época para pegar a estrada com a Trupe “Cobra D’água”, para uma longa turnê pelas cidades da região.

Por ser uma pessoa gostosa de conviver, com aquele jeitão alegre e cordato, sempre conquista aqueles que têm o privilegio do seu convívio, o que não foi diferente comigo, ainda mais, porque temos temperamentos muito parecidos e um grande amor em comum que é a culinária.

Foi como juntar pão com manteiga, rolou um entrosamento automático e em conseqüência muitas idéias de como fazer desta região uma referência gastronômica.

Aprendi muito com Mauro, muito em especial a ser mais generoso com os ingredientes, acompanhando um de seus preparos, observei como os tratava com carinho e intimidade. 

Essa relação ficou mais evidenciada quando gravamos um piloto para um programa de TV, que acabou não indo ao ar, onde Mauro era o Chef convidado para preparar uma de suas receitas favoritas e ele escolheu para a apresentação um “Risoto de Cabochan”.

Na hora de separar os ingredientes para as primeiras tomadas, fiquei calado observando Mauro pegando cada um deles em suas mãos, olhando com uma certa demora e com um sorriso, me contava que efeito daria, o momento em que adicionaria e a importância de cada um para o resultado final do prato.

Dono de uma sensibilidade ímpar produziu um verdadeiro “Manjar dos deuses”, o que confesso não esperava, pois, achava limitado o potencial de uma abóbora para ser a protagonista de um risoto, porém, já na apresentação dos ingredientes senti que algo diferenciado iria surgir dali, e tive absoluta certeza disso quando, como se fora um mágico, tirou uma carta da manga: um toque final com raspas de gengibre.

Em seguida olhou bem no meio dos meus olhos e com aquele sorriso largo me disse: - “Agora eu dei aquele tchan na cabochan!”, o que de fato ocorreu, eu e a equipe de filmagem consumimos todas as provas materiais do feito, mas, ficou o registro gravado; pena não ter ido ao ar, pois, tenho certeza que de casa todos teriam a mesma sensação, mesmo sem degustar a obra do mestre.

Por conseqüência a receita de hoje deveria ser a do “Risoto de Cabochan”, mas, vou aguardar a volta do Mauro e da Selma, dar-lhes um longo abraço, depois deixar que o tempo cumpra a sua missão, e um dia, pedir ao Mestre que me dê a honra de contar aqui nesta coluna, sua versão desta história e os segredos do preparo, aí sim, com a receita do risoto.

 

CARNE SECA ESCONDIDA:

 

Ingredientes: 500g de carne seca em cubinhos; -2 xícaras de arroz; -100g de bacon em cubinhos; -1 colher de sopa de coentro picadinho; - 1 xícara de cebolinha picadinha; -7 folhas de sálvia; -1/2 pimenta dedo de moça picadinha sem semente; -1 cebola pequena picadinha; -4 dentes de alho picadinhos; -1/2 pimentão vermelho picadinho; -1/2 pimentão amarelo picadinho; -100g de azeitonas portuguesas sem caroço; -100g de queijo parmesão ralado grosso; -1 garrafinha de leite de coco; -azeite de oliva qb.

 

Preparo: Em uma panela ferva 1 ½ litro de água e afervente os cubinhos de carne seca por 20 minutos, escorra reservando a água e a carne seca. Numa panela antiaderente grande, aqueça uma colher de sopa de azeite, frite metade da cebola e ¼ do alho, junte o arroz e refogue, coloque as folhas de sálvia e uma colher de sopa de cebolinha, misture bem e acrescente metade da água reservada e deixe cozinhar em fogo baixo, um pouco antes de secar a água, acrescente mais um pouco para o arroz empapar, quando estiver, deixe reduzir e junte o leite de coco, misture para que fique aquela papa, deixe reduzir um pouco, mexendo para não grudar muito e raspando o fundo para misturar o agarrado ao arroz, desligue e reserve. Numa panela antiaderente grande, aqueça 2 colheres de sopa de azeite, frite o bacon, quando estiver douradinho reserve uma pequena quantidade, junte a cebola ao bacon na panela, frite, coloque o alho, doure, acrescente a carne seca e refogue bem, e vá juntando os demais ingredientes, a pimenta dedo de moça, os pimentões, as azeitonas, o coentro e a cebolinha, mexa por 5 minutos, desligue o fogo. Passe o refogado para uma tigela refratária funda, cubra com o arroz para reservado, espalhe os cubinhos de bacon reservados e polvilhe o parmesão ralado por cima e leve ao forno pré-aquecido a 200°C por 15 minutos, retire e sirva bem quente. Um vinho tinto de uva merlot sacramenta com requinte esta receita.

MEU SUPER-HORÓI PREDILETO

 

O tio sabe que cada um tem o seu ou a sua heroína preferida, eu também tinha, ou melhor, tenho, é o Homem-Aranha, e até bem pouco tempo eu tinha todos os gibis do aracnídeo novaiorquino.

Resolvi passar como herança em vida para meu filho, que empolgado começou a mostrar para todos os seus amiguinhos, e o resultado foram vários exemplares desaparecidos e destruídos pela ação dos pequenos vândalos.

Fiquei chateado, mas, a culpa foi muito mais minha, pois, ele tinha apenas 5 anos na época (agora tem 19), e claro, não poderia arcar com essa responsabilidade.

Mesmo assim, uns dias depois, após as irmãs terem lhe contado que eu havia ficado triste com a perda das revistas, se aproximou de mim, sentou ao meu lado e me disse o seguinte: -“Pai não fica triste, o Homem-Aranha não existe, só lá no gibi, o meu herói mesmo é você!”.

Fiquei profundamente aborrecido comigo, por ter me chateado com ele por conta de umas revistas e me lembrei que embora não tivesse tido meu pai por perto na minha infância, ainda assim o imaginava como meu grande herói.

A partir dali, comecei a cultivar a predileção por um novo super-herói, ainda pequenino, mas, o primeiro da lista.

Assim como ele, você amiguinho e amiguinha, têm nos seus pais seu super herói e heroína prediletos e no futuro, provavelmente serão também os heróis dos seus filhos.

Ninguém nesse mundo vai defender você com mais força e bravura que sua mãe e seu pai.

 

NINHO DA CODORNA:

 

Ingredientes: -1 dúzia de ovos de codorna cozidos e descascados; -3 batatas grandes bem cozidas amassadas em purê; 1 colher de sopa de manteiga animal; 200g de moçarela em cubinhos; 100g de queijo parmesão ralado grosso.

 

Preparo: Numa refratária, misture a manteiga no purê de batatas, espalhe os cubinhos de moçarela enterrando-os no purê, arrume os ovos de codorna sobre o purê, pressionando-os para que fiquem enterrados pela metade, polvilhe o queijo ralado grosso e leve ao forno pré-aquecido a 180ºC por 15 minutos, retire e sirva.

CAMARÃO!!!!!!!

OI GALERA DO FF&BA!

Hoje tem uma receita de camarão super especial e uma "Sacanagem" (nome de um petisco de festa muito antigo, não sacanagem minha!) de linguiça que publiquei com o artigo da criançada para semana que vem, claro, que com outro nome.

 

PILOTAR FOGÃO ATÉ QUE TEM UMA CERTA LÓGICA!

 

Pilotar fogão é uma expressão criada não sei onde, quando ou por quem, mas, com certeza, tinha como alvo inicial a mulher dona de casa, do tipo exclusivamente do lar, que carregava nas suas intenções um caráter pejorativo, pois, muito grosseiramente, traçava uma relação entre as habilidades femininas ao volante de um carro e a obrigatória tarefa de preparar as refeições para o marido, filhos e agregados.

Obviamente que tal comparação dada a boa safra de excelentes cozinheiras surgidas no século passado, e a dificuldade que uma mulher tinha para dirigir carros projetados por homens, para uso masculino, verdadeiros tanques com pneus, super pesados, sem direção hidráulica, freios mecânicos que exigiam muita força para serem acionados, além de volantes enormes e perfeitos para quem tinha braços longos, deixava as moças em grande desvantagem.

As mais corajosas que resolviam encarar o desafio do trânsito ao volante das carroças motorizadas, eram alvos freqüentes dos trogloditas habilitados, que sem o menor escrúpulo, faziam das mulheres motoristas as únicas responsáveis por todos os problemas de trânsito e criaram a famosa frase - “Só podia ser mulher!”.

Até hoje ainda existem aqueles “troglo-retrô”, que estagnados no tempo, mantêm esta prática decadente, quase entrando em desuso, em um trânsito onde as estatísticas mostram que 70% dos acidentes no meio urbano são provocados por homens, número que nas rodovias sobe para 95%, além de deterem a incrível marca de 98% em ocorrências fatais por excesso de velocidade e sob o efeito de bebidas alcoólicas.

Porém, com o avanço da tecnologia e a sua chegada na cozinha, com fornos combinados e fogões programáveis, o termo “Pilotar” já passa a ter uma certa lógica.

Mesmo na cozinha tradicional onde abrir o gás e riscar um fósforo ou acionar um acendedor, todo cuidado é pouco na hora em que estamos “pilotando” um preparo, é primordial manter sempre a atenção a fim de evitar acidentes, como queimar o fundo, derrapar no óleo, fazer a curva muito rápido na hora de mexer, além de manter cuidados para não deixar o óleo baixar do nível ideal, secar a água, trocar o óleo quando estiver velho,  manter as duas mãos no que está fazendo, não falar ao celular e “pilotar” ao mesmo tempo, manter a limpeza e manutenção do equipamento.

No trânsito as mulheres só ganham dos homens em um tipo de infração: Resolver os problemas ao celular enquanto dirigem. Por favor, não briguem comigo, mas, já presenciei mulheres discutindo a relação, fazendo cotação de preço de material escolar, instruindo a empregada, brigando com o namorado, entre outras. Não que os homens não o façam, fazem também e com muita freqüência, porém, não se aprofundam tanto nas questões.

No mais, os homens “se acham” os melhores motoristas do mundo, por isso correm riscos desnecessários o tempo inteiro, além de serem agressivos e perigosos e não se darem conta da arma poderosa e, portanto, perigosa que têm nas mãos.

Agora quando “Pilotam o Fogão”, ao contrário dos carros, costumam produzir verdadeiras maravilhas, pois, são mais ousados na hora de experimentar novas combinações, a mesma voluntariedade que é perigosa ao volante, se torna uma grande aliada no momento de criar, de fazer mesclas e correr riscos, desta vez, necessários para se descobrir novos sabores.

Felizmente o universo da Alta Gastronomia, gradativamente, vai deixando de ser um “Clube do Bolinha”, abrindo mais espaços para as “Luluzinhas”, que até o final do século XX representavam apenas 15% entre os grandes Chefs e hoje já ocupam 30% deste seleto grupo, em visível escala crescente.

Mulheres são naturalmente criativas, mas, atuando na Alta Gastronomia, lançam mão de uma outra qualidade que é a originalidade, contribuindo para dar novas formas, repaginando o visual das apresentações, abusando da riqueza de detalhes nas decorações dos pratos, conseguindo aliar simplicidade e sofisticação, mantendo a cautela na mescla e uso de novos ingredientes.

 

CAMARÃO AO MOLHO DE REQUEIJÃO COM LEITE DE COCO:

 

Ingredientes: -1 kg de camarões grandes limpos (sem casca e cabeça); -2 copos de requeijão cremoso sem amido; -1 garrafinha (180 ml) de leite de coco; -1 pimenta dedo de moça sem sementes picadinha; -suco de 1 limão; -1 colher de sopa de manteiga animal; -1/2 xícara de folhas de manjericão; -1/2 xícara de cebolinha picadinha; -100 g de parmesão ralado grosso; -1 dente de alho picadinho; -sal qb.

 

Preparo; Tempere os camarões com o suco de limão e sal. Numa refratária, misture o requeijão e o leite de coco, mexa com uma colher até que fique homogêneo, junte metade do manjericão e metade da cebolinha e leve ao forno pré-aquecido a 180°C. Enquanto isso, numa panela antiaderente, aqueça a manteiga, doure o alho, com a pimenta dedo de moça, junte os camarões e refogue por 2 minutos, leve-os para a refratária, espalhe as folhas de manjericão e cebolinha restantes, polvilhe o queijo ralado e leve novamente para o forno e deixe até que o molho borbulhe, retire e sirva com arroz branco e batatas cozidas. Um espumante rosè é perfeito para este prato.

 

PS: No lugar do camarão, você pode usar filé de peito de frango ou cação em cubos grandes. Pode ainda acrescentar um pouco de molho de tomate refogado, almôndegas de frango e servir com uma massa tipo linguini, ou talharini al dente.

 

LUGAR DE LIXO É NA LATA DE LIXO!

 

É amiguinho, por mais incrível que possa parecer tem mais criança consciente disso que muito adulto por aí.

Digo isso porque já presenciei inúmeras vezes, em bancos, supermercados, shopping, e vias públicas, crianças procurarem as latas de lixo para jogarem o papel de bala, chiclete, embalagens de sorvete, entre outras coisas, e detalhe, a maioria delas.

Outro dia tive o privilégio de testemunhar uma cena rara, e por isto, sensacional: estava eu, saindo para almoçar do meu local de trabalho, localizado em frente ao AME (Ambulatório Médico de Especialidades), quando me chamou a atenção um garotinho de aproximadamente uns 5 anos, que lanchava com o pai em um trailler ao lado, ao vê-lo, tão pequenino levar até a lixeira o guardanapo do salgadinho e o copinho descartável do suco que acabara de consumir.

Feito isso, voltou para o lado do pai, que comia um sanduíche em uma das mãos e mantinha um cigarro aceso na outra (incrível como alguém consegue comer e fumar ao mesmo tempo), além de segurar entre os joelhos uma lata de refrigerante, saciado de alimento, bebida e fumo, amassou a lata com o pé e chutou para o lado, embolou o guardanapo, jogou na direção de onde parou a lata e arrematou com um belo arremesso de guimba de cigarro na mesma direção.

O Garotinho levantou-se, catou o lixo produzido pelo pai, colocou na lixeira e voltou para perto do progenitor porcalhão, que me pareceu ainda ter chamado a atenção do menino.

Então amiguinho, procure sempre ser o bom exemplo, mesmo que alguns adultos mostrem o contrário.

 

ESPETINHO DE LINGÜIÇA COM PÃOZINHO:

 

Ingredientes: -300g de lingüiça fina de porco ou frango; -200g de muçarela em cubos; -1 colher de sopa de maionese light; -2 colheres de sopa de requeijão cremoso; -2 colheres de sopa de manteiga animal; -1 baguete de pão francês em rodelas de 1 dedo; -12 palitos de dente.

 

Preparo: Numa panela com água fervente cozinhe a lingüiça, retire do fogo, escorra bem e corte em pedaços de aproximadamente 2 dedos. Numa panela pequena antiaderente, aqueça a manteiga, coloque os pedaços de lingüiça e deixe fritar com a panela tampada, vire apenas uma vez, termine a fritura e passe para um prato fundo forrado com papel toalha para que fiquem bem sequinhas, depois de esfriar, espete cada uma em um palito de dente na posição vertical, juntamente com um cubo de queijo e arrume em um prato. Numa tigela, bata com uma colher o requeijão e a maionese, passe nas rodelas de pão, de uma breve aquecida nos espetinhos no microondas, coloque um a um nas rodelas de pão e sirva com suco de frutas ou refrigerante.

 

 

 

ATRASADO COMO SEMPRE!

OI GALERA DO FF&BA!

Depois do Ano Novo e antes do Carnaval!

Prometi o retorno para janeiro, mas, o trabalho estava muito acumulado, pois, tive que me ausentar por problemas particulares logo depois das férias, e aí, o bicho pegou para o meu lado, mas, agora, está tudo no trilho e a vida tomou seu ritmo normal.

Vou atualizando aos poucos com os artigos e receitas publicados na Folha da Região de Araçatuba e Diário de Votuporanga, além de algumas receitas que fiz para um espaço reservado para a garotada na Folha, todas as quartas-feiras.

Bom, sem mais delongas, vamos ao que interessa!

 

UMA CEIA DE NATAL DIFERENTE

 

Nos dois próximos artigos, vou sugerir algumas receitas para aqueles que querem fugir do calor do forno e se ver livre de esperar um tempão para o preparo de assados enormes, como o famoso peru, chester ou frangão, pernil, tender, cabrito, cordeiro, enfim, toda e qualquer receita que exija longas esperas, viradas e regadas.

Tudo pode ser muito simples e ao mesmo tempo diferente, original e bastante criativo, com uma boa utilização das cores e versatilidade de alguns ingredientes como pimentões coloridos, frutas com casca, verduras, molhos e mixagens.

Hoje seguem duas e na semana que vem volto três receitas: duas salgadas e uma doce.

Esta semana quero parabenizar as “Meninas Formandos” de Gabriel Monteiro, que através do seu CRAS cursaram e concluíram com louvor o curso de Culinária Básica que tive a honra de ministrar. Um enorme abraço e um super beijo para todas: “Mulher do Rancho", Neide, Rosa, Rose, Marilda, Eliane, Cicieli e Cia!

 

SALPICÃO DE BACALHAU À MODA DO CHEF JU:

 

Ingredientes: -800g de bacalhau desfiado; -150g de azeitonas portuguesas; -150g de azeitonas verdes fatiadas; -6 talos de salsão; -1 cenoura pequena ralada; -1 maçã verde em cubinhos; -100g de passas pretas; -100g de passas brancas; -150g de castanhas do Pará trituradas; -100g de nozes trituradas; -1/2 pimentão de cada cor (vermelho, amarelo e verde) em tiras finas; -500g de batata palha; -500ml de azeite extra virgem; -3 dentes de alho dourados em azeite; -1 copo 200g de requeijão; -1 caixinha de creme de leite; -1 xícara de chá de maionese light; - suco de 1 limão; -150g de queijo provolone em cubinhos; -1 cebola em rodelas finas escaldada; -200g de queijo parmesão ralado grosso; - 20 hastes de cebolinha picadinhas; -30 folhas de manjericão; -sal e p. reino qb.

 

Preparo: De uma fervura de 20 minutos no bacalhau, escorra bem e reserve. Coloque todos os ingredientes em uma bacia grande, mas, apenas metade da cebolinha e metade da batata palha, derrame metade do azeite por cima de tudo e misture bem. Numa tigela bata com uma colher o requeijão, o creme de leite e a maionese, passe o creme obtido para a bacia e misture bem para que envolva todos os ingredientes, regue com ou pouco mais de azeite e transfira para uma refratária, cubra com batata palha misturada com queijo parmesão ralado grosso, polvilhe com cebolinha para decorar e sirva com vinho verde (branco) e arroz branco.

 

BOLO DE CHOCOLATE MARAVILHA COM SORVETE DE FLOCOS:

 

Ingredientes: -250g de farinha: -220g de açúcar; -50 g de cacau ou chocolate do padre; -1 colher de café de bicarbonato; -1 colher de café de fermento em pó (opcional); -150g de manteiga amolecida; -3 ovos; -250ml de coalhada; -1 pote de sorvete de flocos para acompanhar.
Preparo: Para a coalhada junte 2 colheres de sopa de sumo de limão em 230ml de leite, mexa e aguarde um tempo mínimo de 15 minutos antes de utilizar.

Misture bem todos os ingredientes secos numa tigela, adicione a coalhada, a margarina amolecida e bata com a batedeira durante 2 minutos. Adicionar os ovos um a um e continue batendo durante mais dois minutos, para dar o ponto aproximadamente.
Coloque em forma de chaminé previamente untada e enfarinhada, e leve ao forno pré-aquecido a 180ºC por mais ou menos 30 a 40 minutos (de acordo com o forno). faça o teste do palito.

Sirva quente com uma ou duas bolas de sorvete de flocos.

AHH ESSE SANGUE PORTUGUÊS...

 

Semana passada eu propus uma fuga do tradicional e a abolição de receitas com muito tempo de forno, o que continua valendo. Porém, este sangue português que corre em abundância em minhas veias, principalmente neste período do ano, não me deixa esquecer do velho e bom bacalhau (haja vista uma das receitas da semana passada), do qual me considero um especialista no preparo e criação de receitas.

Estava eu então, pensando no que fazer para ceia de Natal aqui em casa, e claro, seguindo a proposta que fiz no artigo anterior. Foi quando caminhando pelos corredores do supermercado me deparei com ele, o velho e bom bacalhau, e, daí para frente à cabeça começou a fervilhar de idéias.

Bom, o bacalhau se encaixava no que quesito tradicional, mas, por mais elaborada que fosse a receita, não exigiria muito tempo de forno, ou seja, já tinha cinqüenta por cento da questão resolvida, só me restava então fazer do tradicional algo novo, que não parecesse com os formatos mais usuais para o nobre e salgado peixe.

Passando pelo setor de resfriados industrializados, bati os olhos em uma caixa de lasanha pronta, o que imediatamente fechou a idéia, porém, “lasanha de bacalhau” já existe, pensei eu cá com os meus botões (aliás, está faltando um em cada doma (jaleco) que uso), e na seqüência veio aquele “e daí, posso criar uma diferente, inédita”!

De cara veio a mente a imagem e o aroma do molho, um Bechamel com um toque de gorgonzola, requeijão cremoso (sem amido) e vinho tinto, em seguida o recheio com bacalhau desfiado refogado em bacon bem fritinho, alho douradinho, azeitonas, desta vez não as portuguesas, mas, as chilenas roxas e graúdas descaroçadas, não picadas, folhas de manjericão, tomate seco, moçarela tradicional, mesclada com a de búfala e azeite. Duas camadas de massa preparadas na hora e por cima da segunda, além de muito molho, moçarela de búfala picada, tomate seco, bacon fritinho e muito queijo parmesão ralado grosso polvilhado para dar o ar de gratinado.

O toque final: Depois de retirada do forno e levada a mesa, folhas de rúcula frescas rasgadas espalhadas por cima da lasanha no momento de servi-la.

De entrada, uma salada com detalhes de Ceasar Salad e Capprese: Alface americana rasgada, rodelas de tomate meio verdes, cubos de provolone, moçarela de búfala, queijo minas meia cura, cubinhos de frango passados na farinha de trigo e fritos em azeite, molho a base de iogurte natural, creme de leite fresco, suco de limão, azeite, orégano, pimenta calabresa, queijo ralado, nozes quebradas, azeitonas verdes picadas, uma colher de cafezinho de alho amassado e sal, emulsionado em uma tigela, com uma colher e bastante queijo ralada grosso polvilhado para finalizar a montagem.

A sobremesa: Musse de manga, igualzinho a um que publiquei há umas semanas atrás.

Estão aí as sugestões para ceia de Ano Novo, pois, no Natal, só a minha galera vai poder degustar estas criações, já que vocês caros leitores, só vão ter contato com as receitas no domingo.

Antes das receitas, quero aproveitar a oportunidade para parabenizar os Meninos Formandos lá de Pereira Barreto, com os quais tive a honra e a graça de Deus de compartilhar a cozinha durante a Oficina de Culinária e no preparo do almoço de confraternização, oferecido aos pais, parentes, amigos, assistentes sociais e autoridades, entre elas o Ilustre Prefeito, onde todos vocês puderam mostrar todo o seu valor e do que são capazes, quando lhes é dado o a oportunidade, a confiança, a devida atenção e uma boa dose de amor. Parabéns Jéferson, Renato, Michel, Bruno, Lucas, Alef, João Guilherme, Alan Ricardo, Gabriel, Edgar e a esses Anjos na vida de vocês Betânia e Cristina.

Meninos, um dia um cara, daqueles que ninguém dá nada por ele, que foi taxado de louco, enganador, mentiroso, entre outras coisas, mas, que através do seu amor e grande elevação espiritual, mostrou ao mundo que amar, acreditar e fazer pelo próximo é a missão de todos nós neste mundo, disse algo mais ou menos assim: “Não podemos voltar atrás e fazer um novo passado, mas, podemos fazer um novo presente todos os dias, para se obter um lindo futuro repleto de amor, paz, luz e realizações!” (Chico Xavier) . Então Galera, bola para frente!

 

LASANHA DE BACALHAU Á MODA DO CHEF JU:

 

Ingredientes: 800g de bacalhau do Porto desfiado; -2 copos de requeijão cremoso sem amido; -3 litros de leite integral; -100g de gorgonzola; -1 copo de vinho tinto seco; -400g de moçarela de búfala em cubinhos; -400g de moçarela; -150g de tomate seco (escorrido); -200g de farinha de trigo; -azeite de oliva extra-virgem qb; -500g de massa de lasanha pronta ou massa para pastel em rolo; -200g de azeitonas chilenas (roxa grande); -200g de bacon em cubinhos; -2 xícaras de folhas de manjericão fresco; - 4 dentes de alho picadinhos; -300g de queijo parmesão ralado grosso; -noz moscada; -sal e p. reino qb.

Caso você possua cilindro ou rolo e prefira fazer a massa em casa, utilize 500g de farinha de trigo, uma colher de sopa de água, 1 colher de sopa de azeite e de 3 a 5 ovos, dependendo do tamanho e conteúdo dos ovos e se vai abrir a massa no cilindro ou no rolo (utilizar mais ovo no caso de abrir com o rolo).

Preparo: Ferva o bacalhau desfiado em água por 20 minutos (contado a partir da ebulição da água), escorra e reserve. No liquidificador, bata a farinha de trigo, 1 lt de leite, 1 colher de cafezinho de noz moscada, sal e p. reino qb, 1 xícara de azeite, leve para uma panela antiaderente, junte o restante do leite, mexa até começar a engrossar (deve ficar mais para ralo que para grosso), junte o gorgonzola amassado com garfo no vinho tinto, mexa até integrar, acrescente os dois copos de requeijão cremoso, ajuste o sal e a pimenta, apague o fogo e reserve. Numa frigideira antiaderente, aqueça 2 colheres de sopa de azeite, frite todo o bacon em cubinhos, junte o alho para dourar, metade das folhas de manjericão (reserve a metade em recipiente com papel toalha), as azeitonas e o bacalhau, refogue e reserve. Numa panela com água fervendo, óleo e sal, cozinhe a massa de lasanha, 8 minutos para massa pronta e 5 caso você tenha preparado uma massa fresca, escorra e reserve. Numa assadeira ou refratária retangular grande coloque bastante molho, faça uma camada de massa por toda a assadeira, cubra com uma camada fina de molho, faça uma camada com o recheio: bacalhau, metade dos dois tipos de moçarela, tomate seco e folhas de manjericão, cubra com mais molho, faça outra camada de massa, cubra com bastante molho, espalhe por cima o restante das moçarelas, tomate seco, o bacon com alho e manjericão reservados, polvilhe todo o queijo parmesão e leve ao forno pré-aquecido a 180ºC por 30 minutos ou até que todo o molho esteja borbulhando, retire do forno, leve para a mesa, se preferir espalhe folhas de rúcula rasgadas por cima, corte e sirva, claro, acompanhado de um maravilhoso vinho verde branco.

 

SALADA CEASER CAPRESE:

Monte de acordo com a descrição do texto, alface, tomates em rodelas, os queijos, o frango, o molho e bastante queijo ralado grosso espalhado por toda a salada.

 

MOUSSE DE MANGA:

 

No liquidificador, bata água quente e um envelopinho de gelatina sem sabor, junte 2 caixinhas de creme de leite, ½ lata de leite condensado (se preferir use toda a lata, vai de acordo com o gosto da sua galera), duas mangas grandes descaroçadas ou dois saquinhos de polpa de manga, depois de bem batido, passe para uma refratária e leve para geladeira ou freezer por pelo menos duas horas no caso da geladeira.

 

 

 

ATUALIZANDO 2!!!!!!!

OI GALERA DO FF&BA!

Continuando a atualização...

 

ESTA É PARA TODA A GALERA, MAS, MUITO ESPECIALMENTE PARA MINHA AMIGA CINARA, QUE DIRETAMENTE LÁ DOS STATES ME PEDIU UMA RECEITA DE PÍZZA COM MASSA DE PÃO DE QUEIJO!

 

PIZZA COM MASSA DE PÃO DE QUEIJO:

 

Ingredientes: -1 xicara chá de água; -sal qb; -1 xic chá de oleo; -1 xic chá de leite; -2 xic chá de polvilho azedo; -1 xic chá de polvilho doce; -4 ovos; -1 xic chá de queijo de minas meia cura padrão; -farinha de trigo; -5 colheres sopa de molho de tomate pronto; -150g de presunto em fatias ou ralado; -250g de queijo mussarela ralado; -1 tomate em rodelas finas;  -50g de azeitonas verdes; -orégano qb para polvilhar.

 

Preparo: Em uma panela ferva a água, sal, o óleo e o leite. Despeje sobre os polvilhos em uma tigela e misture até ficar homogêneo. Adicione os ovos, um a um, mexendo a cada adição. Junte o queijo e misture até incorporar. Deixe descansar por 30 minutos.em uma superfície enfarinhada, com um rolo , abra a massa em um circulo de 30cm de diâmetro e transfira para uma forma própria para pizza de 30cm diâmetro, sem untar.Espalhe o molho, o presunto, a mussarela,  o tomate, as azeitonas, orégano e leve ao forno médio, pré-aquecido (180°C) por 35 minutos.

 

A CRÍTICA E A VIDA

 

Costumo dizer duas coisas com uma certa freqüência, não sei se alguém já o disse antes, mas, posso garantir que não copiei de lugar nenhum, são pensamentos que adoto como princípios e muito me ajudam quase todos os dias:

1-     A crítica pode ser um excelente elixir de crescimento, desde que saibamos ingeri-lo com humildade e sabedoria, ao mesmo passo, que o elogio muitas vezes funciona como um veneno poderoso, que bebemos com extrema volúpia;

2-     Se a Vida é complicada, Sábio é aquele que a simplifica.

O problema é que a crítica entra com sabor amargo, o que dificulta engoli-la, já que a maioria dos críticos não se preocupa em colocar um pouquinho de mel antes de empurrá-la goela abaixo de quem a recebe.

Por este motivo na maioria das vezes não são bem recebidas, o que torna mais difícil o aproveitamento do seu caráter didático e aceita-la como fator de construção.

Mesmo sem a adição de mel, toda crítica tem a sua dose de instrução, seja ela dura, ausente de sensibilidade, ou quando nos desqualifica profissionalmente, socialmente, moralmente e nos leva aos níveis da mais inferior das existências, de forma pesada e humilhante.

O fato é que a crítica, para a maioria das pessoas, traz reflexos para a vida, influenciando de forma significativa o comportamento de muitos, no trabalho, no meio social, em casa, com tal força e penetração que acaba interferindo diretamente nas relações interpessoais destes indivíduos.

Diz um amigo meu, Marcos, que o ser humano tem mania de dar importância tudo que é negativo, mesmo que seja um grão de areia em meio a uma duna de benécias e cita o seguinte exemplo: -“Quando você dá uma festa e convida duzentas pessoas e cento e noventa e nove comparecem, todo o seu foco é desviado para lamentar por aquele único que não foi ao invés de agradecer a Deus pela presença de todos aqueles que ali compareceram.”.

A razão pela qual enveredei por este tema, é que como cozinheiro sei o quanto dói receber uma crítica, por menor que seja, sobre um preparo servido, mesmo que este esteja sob julgamento oficial, embora eu não padeça já há muito deste mal, jamais vou deixar de entender a dor de um colega de profissão e lhe ser solidário.

Tanto que não critico nada que me é servido, pois, sei que ali existe empenho, dedicação, amor e, sobretudo, que várias circunstâncias, um ínfimo detalhe, pode comprometer o preparo de uma receita.

Esta semana, escrevi um pequeno texto que precede uma receita, e no teor deste teci um comentário, que depois me toquei, poderá ser mal interpretado (já que ainda será publicado), mas, que não tem a intenção de atingir nenhum colega de profissão, principalmente sendo um deles um grande amigo e mestre.

Comentário que destaquei e vou reproduzir agora é o seguinte: -... a definição dos seus pratos típicos, de forma incomum, foi sacramentada através de um projeto de lei, ao invés da consagração popular, como sempre foi em qualquer cultura, porém, até nisso a gastronomia da cidade inovou e é o que está valendo.”

Baseado na história da gastronomia, nada mais é que um comentário que destaca uma nova forma de se estipular quais pratos típicos uma localidade deve adotar, comparado à prática usual que é a população, na sua formação cultural decidir naturalmente e não que seus governantes venham à população e decretem: -a partir de hoje estes são os pratos típicos da nossa nação!

Procuro ter muito cuidado com o que digo ou escrevo, para não ofender ou machucar ninguém, mas, ao mesmo tempo, não posso deixar a verdade dos fatos escondida atrás da omissão, pois, a verdade bem dita, jamais ofende, sempre esclarece.

 

SALADA DE FEIJÃO BRANCO:

 

Ingredientes: 3 xícaras de feijão branco cozido al dente com louro e caldo de bacon; -200g de bacon em cubinhos; -azeite de oliva extra virgem qb; -3 dentes de alho picadinho; -suco de 1 limão; -1 cebola pequena picada; -1/2 pimentão vermelho picadinho; -1/2 pimentão amarelo picadinho; -2 xícaras de cebolinha picadinha; -100g de azeitonas portuguesas; -1 xícara de queijo parmesão ralado grosso; -sal e p. reino qb.

Preparo: Numa panela anti-aderente, aqueça 3 colheres de sopa de azeite, frite o bacon (bem fritinho), doure o alho, junte a cebola, os pimentões, metade da cebolinha e o feijão, refogue sempre mexendo por 5 minutos, leve para uma travessa, junte as azeitonas, o restante da cebolinha, o queijo parmesão, mexa bem para que o colorido dos ingredientes se espalhem, misture o suco de limão, ajuste o sal e a p. reino, leve para geladeira por 1 hora, retire regue com bastante azeite e sirva.

ATUALIZANDO!!!!!!!

OI GALERA DO FF&BA!

 

Finalmente vou atualizar galera, andei certinho um tempo, mas, o trabalho me atropelou novamente (graças a Deus) e na hora de dividir o pouco tempo que me retava por dia, acabou sobrando para o blog.

Vamos lá então:

 

TÁ VIRANDO MOCINHA ARAÇATUBA!

 

Afinal de contas são cento e dois anos em fase de crescimento, o que faz de Araçatuba uma adolescente quase chegando à fase adulta, depois de uma infância curta, pois, iniciou seu desenvolvimento de maneira precoce.

Com a chegada da Cia. Ferroviária, acabou tendo contato muito cedo com a cultura das grandes metrópoles do país, que mesmo de passagem, largavam por aqui muita informação e novos moradores provenientes dos grandes centros, além de imigrantes que se encantaram por está terra de gente hospitaleira e cheia de boa vontade.

A cidade ganhou muito com isso, e claro, a culinária foi uma das mais se beneficiou, desde o serviço de bordo dos trens, até os bons estabelecimentos do ramo que surgiram na seqüência, entre os anos trinta e setenta, dando origem a alguns que até hoje estão vivos no cenário gastronômico local.

A definição dos pratos típicos de Araçatuba, de forma incomum, foi sacramentada por decreto, ao invés da consagração popular, assim como sempre foi em qualquer lugar, porém, até nisso a gastronomia da cidade inovou e é o que está valendo, CUPIM CASQUERADO e CALDO DO ARTISTA.

Tomando um deles como base, criei uma receita para homenagear Araçatuba no seu segundo ano pós centenário, onde procurei retratar na escolha dos ingredientes um pouco da cultura culinária local geral e a influência oriunda dos imigrantes que por aqui replantaram as mudas de suas raízes.

PARABÉNS MENINA ARAÇATUBA, MUITA SAÚDE, AMOR, PAZ, LUZ E MUITAS REALIZAÇÕES PARA TODOS QUE AQUI NASCERAM E AOS QUE TE ESCOLHERAM COMO TERRA NATAL!

 

 

CARRETEIRO DE CUPIM CASQUERADO

 

Ingredientes: -1 kg de cupim casquerado; -1 kg de arroz; -1 maço de manjericão(só as folhas); - 200g de manteiga animal; -1 maço de cebolinha picadinha; - 1 talo de alho poro; - 1 cebola grande picadinha; -300g de azeitonas verdes picadinhas; -1 pimenta dedo de moça sem semente picadinha; 1 pimentão vermelho pequeno picadinho; -1 pimentão amarelo pequeno picadinho; -200g de bacon em cubinhos; -300g de queijo minas meia cura em cubinhos; 1 tablete de caldo de costelinha; - 1 maço de couve cortada fina (não fininha) e picada grosseiramente; -sal e p. reino qb.

 

Preparo: Em uma panela grande larga (não alta), aqueça a manteiga, frite o bacon até dourar, frite o alho, jogue a cebola e refogue rapidamente, em seguida junte o cupim casquerado e refogue sempre mexendo por 5 minutos, junte metade das folhas de manjericão, metade da cebolinha, os pimentões, as azeitonas e a pimenta dedo de moça, junte o arroz, mexa e cubra com água fervida com o tablete de costelinha, até 3 dedos acima do nível do arroz, ajuste o sal e a p. reino, tampe a panela e deixe cozinhar em fogo brando, assim que a água secar por cima, adicione o restante do manjericão, e os cubinhos de queijo e dê um leve mexida para incorporar, tampe novamente a panela e deixe por mais 5 minutos, espalhe a couve e a cebolinha, não mexa e abafe com a tampa enquanto prepara a mesa para servir. Sirva bem quentinho.

 

FUGINDO DO TRADICIONAL

 

Já há algum tempo que as ceias de Natal e Ano Novo, não seguem mais aquele padrão tradicional, com peru, pernil, tender, farofa, arroz à grega ou de forno, lentilha, nozes, castanhas, rabanada, damascos, amêndoas, entre outras e outros.

Hoje já encontramos ceias de Natal inspiradas no perfil dos membros da família e dos convidados, temos também as temáticas e as de cozinhas específicas.

A carne vermelha antes ignorada nos cardápios dessas festas aparece muitas vezes como protagonista, com versões de preparo exótico ou elaboração mais sofisticada.

Aparece também nos seus formatos mais simples, como churrasquinhos, de panela, ou grandes peças assadas no forno tradicional e lenha e até mesmo na velha e boa churrasqueira a carvão.

Este grito de liberdade das tradições culinárias natalinas, demorou a fazer ecos aqui na “Pátria Amada Brasil”, país forte e enraizado em bases católicas, dificultou muito a abertura do primeiro precedente, que só se deu por influência dos grandes Chefs que por aqui se instalaram.

A Alta gastronomia tem suas virtudes, e as maiores estão ligadas à inovação, a quebra de conceitos e tradições, através da inventividade, originalidade, criatividade, e, sobretudo, pela ousadia dos seus tutores. Toda a revolução promovida na gastronomia moderna, que hoje predomina em todos os níveis da culinária, tem seus créditos depositados nas mãos dos grandes nomes da cozinha internacional.

Resguardados pelo grande conhecimento gastronômico e pelo domínio da arte culinária em todos os seus fundamentos, desmistificaram muitas tradições, fazendo e divulgando uma nova leitura sobre o que servir nas mais diversas ocasiões, onde antes não podia isso, não podia aquilo, não se deve comer isso em tal dia, “comer carne é pecado”, entre outras proibições impostas pelas entidades religiosas, que ditavam e impunham os cardápios das grandes festas com motivos bíblicos.

Uma vez rompidas as amarras da ditadura gastronômica, a liberdade de criação e concepção ficou decretada e hoje temos total autonomia para decidir o que fazer e servir nesses eventos.

Então galera, use e abuse desta liberdade, de asas a sua imaginação e deixe voar a sua criatividade na hora de bolar a ceia de Natal e Ano Novo, não se prenda a padrões e tradições, a não ser que todos os participantes do banquete concordem que assim será.

 

LAGARTO RECHEADO À MODA DO CHEF:

 

Ingredientes: 1 peça de lagarto totalmente limpa; -100g de bacon em cubinhos; -300g de patinho moído; -200g de moçarela de búfala; -1 tomate sem semente em cubinhos; -30 folhas de manjericão; -1 colher de sopa de manteiga; -5 dentes de alho amassados; -1/2 copo de suco de laranja; -sal p. reino qb.

 

Preparo: Tempere o lagarto com sal, p. reino, alho e o suco de laranja (perfure a peça em vários pontos para que o tempero penetre), deixe na geladeira por 4 horas. Numa panela antiaderente aqueça a manteiga, frite o bacon, doure um pouco de alho, refogue a carne moída e reserve. Misture a carne moída, manjericão, os tomates e a moçarela de búfala. Abra a peça de lagarto ao meio no sentido longitudinal (ao comprido), abra com a faca, um sulco (valeta) em cada banda da carne, em seguida preencha as metades com o recheio de carne moída, feche e amarre bem amarrado com barbante, passe para uma assadeira ou refratária e leve ao forno pré-aquecido a 180°C (coloque uma assadeira com água no fundo do forno), por uma hora e meia, virando a peça na metade deste tempo, utilizando fogo alto nos 10 minutos finais da assadura. Sirva com arroz e feijão (preto de preferência) fresquinho.

 

SÓ QUERO UM PEDACINHO! VOU COLOCAR SÓ A CABECINHA! AHANN, VAI NESSA!

OI GALERA DO FF&BA!

 

O negócio é atualizar, não só o blog como tudo que concerne a vida profissional, social, sentimental e seja lá mais quantas vidas tivérmos, pois, a Terra gira sem parar, o homem cria sem sessar, tanto o que é bom como o ruim, quem fica parado é engolido, arrastado e embolado pela avalanche, e termina perdido, no meio de tanta novidade.

 

SÓ UM PEDACINHO!

 

Esta expressão pertence ao mesmo grupo de tantas outras difíceis de se levar ao pé da letra, cumprir como promessa, ou conseguir ser mais forte que a vontade incontrolável de descumpri-la sem o menor escrúpulo, sem nenhuma vergonha.

Claro que tal força corruptora só se aplica as guloseimas e acepipes considerados unanimidades na vasta lista dos irresistíveis, onde quem não gosta é a exceção, como bolo de chocolate, pudim, mousse, pavê, brigadeiro, quindim, chocolate, pizza, pão de queijo, um pão quentinho, pipoca, amendoim torradinho, enfim, uma lista interminável, isso sem mencionar a cerveja gelada neste calor insuportável.

Podemos incluir no mesmo rol, algumas promessas como aquelas deixadas para as segundas-feiras: vou parar de fumar, vou parar de beber, vou começar a dieta, vou começar a malhar, não vou fazer nada que você não queira, não caso nunca mais e por aí vai.

Geralmente as promessas do terceiro parágrafo, são conseqüências do segundo, mas, podem acontecer de forma independente, dependendo do excesso e do trauma pós-ingestão.

É por isso que o resultado das férias gozadas na seqüência das festas de Natal e Ano Novo, costuma ser desastroso no quesito excessos.

Não só, do ponto de vista gastronômico, mas, também do financeiro e físico, principalmente no último, onde a silhueta sofre alterações indesejáveis com o arredondamento das suas formas e os problemas advindos deste comportamento compreensivelmente desregrado, que são as alterações nos níveis de colesterol, açúcar, ácido úrico e pressão arterial.

Só um pedacinho, mesmo parecendo à coisa mais inocente e coitadinha do mundo, pode ser a porta de entrada para uma centena de males, os quais jamais se poderia imaginar chegar através de um gesto tão simplório, com o intuito de saciar uma vontade.

Como não poderia deixar de ser, é claro que tenho uma história para ilustrar a introdução deste texto.

Era novembro de 1998 quando eu e meu grande amigo Marcelo completávamos 1 ano de intenso treinamento, visando nossa participação na “Corrida de São Silvestre”, dia 31 de dezembro em São Paulo e “Corrida de Reis”, dia 10 de janeiro de 1999 em Brasília, onde morávamos na época.

Nossa dieta era orientada por uma nutricionista (Flávia, noiva do Marcelo), seguida com disciplina muito mais rigorosa pelo meu amigo (com a noiva no pé), porque além das duas corridas, Marcelo ainda participaria de uma prova de “Fast Triatlo - Floripa em fevereiro, que por mim, pois, de vez em quando beliscava uma coisinha ali, outra aqui, tipo só um pedacinho mesmo para não comprometer o treinamento.

Diante disso, eu, minha esposa (a segunda), Flávia e Marcelo, evitávamos ao máximo as saídas noturnas, a fim de evitar tentações e não dormir muito tarde, optando pelas diversões mais caseiras.

Foi aí que veio o convite que com toda a certeza devíamos ter recusado: uma degustação de tapas espanholas, antepastos italianos e petiscos mineiros, promovida pelas duas embaixadas (ESP e ITA) e a Secretaria de Cultura do DF.

Antes de entrarmos no salão de eventos, Flávia nos preveniu quanto aos riscos da ingestão de alimentos gordurosos, já que vínhamos de uma dieta ‘zero gordura’, porém, foi impossível passar em branco diante de tanta coisa diferente, bem apresentada e com aquele aroma sedutor.

Belisquei algumas coisas, Marcelo se continha, os olhos brilhavam, mas, ele segurava a onda, resistia heroicamente, até que em um dos expositores de tapas, foi atraído pelo aroma e beleza de um mini espetinho, que intercalava camarões empanados, e cubinhos de queijo de serra a milanesa, acompanhado de um molho a base de especiarias, pimentas e açafrão (paellero).

Meu amigo caiu matando e comeu dois espetinhos; foi parar no hospital, ficando por lá internado por 3 dias, jogou fora 1 ano de treinamento e perdeu as 3 competições.

CARNE COZIDA NA CERVEJA PRETA:

 

Ingredientes: 1,2 kg de miolo de acém, músculo, patinho, coxão mole ou paleta em cubos grandes ou a peça inteira; -2 colheres de sopa de manteiga animal; -3 dentes de alho amassados; 2 colheres de mostarda escura; -1 colher de sobremesa de alecrim desidratado; -30 folhas de manjericão; -2 folhas de louro; - ½ pimentão verde picadinho; - 2 cebolas médias picadinhas; -1 e ½ lata de cerveja preta; -100g de azeitonas pretas picadinhas; -sal e p. reino qb.

 

Preparo: Tempere a carne com pimenta do reino, sal, o alecrim e a ½ lata de cerveja e deixe marinar por 1 hora. Numa panela de pressão aqueça a manteiga, doure o alho, coloque a carne (deixando o tempero reservado) e refogue virando e mexendo o tempo todo, até que sele e fique dourada, acrescente a mostarda e mexa. Junte a cebola, as azeitonas e o pimentão, acrescente o tempero da carne reservado, as folhas de louro, 150 ml de água e o restante da cerveja, ajuste o sal, tampe a panela e deixe na pressão por 30 minutos. Retire a pressão da panela, abra e junte as folhas de manjericão, mexendo para que derretam ao calor do molho, passe para uma refratária e sirva com arroz branco ou um linguini, espaguete ou talharini.

 

PS: Você também pode usar uma paleta desossada, pernil desossado ou lombo suíno, porém, para temperar a carne deverá acrescentar ao tempero acima 2 dentes de alho, os sucos de 2 limões e deixar marinando por pelo menos 3 horas na geladeira.

FARINHA DE TRIGO – SEMPRE AO SEU LADO

 

 

Um pouco de farinha de trigo e água, já são suficientes para fazer uma massa que tanto serve para brincar, como fazer pastel, basta esticar, rechear, fechar e fritar. Se acrescida de ovo e fermento biológico, pode se transformar em um pão para acompanhar o café da tarde. Trocando o fermento biológico pelo químico, a água pelo leite ou suco de frutas, mais chocolate, essência de baunilha ou a polpa de uma fruta e manteiga, você obterá um bolo bem fofinho.

Uma porção dela, alguns ovos, uma colher de água e outra de óleo, da origem a massa que faz macarrão, lasanha, canelone, rondele, capelete, raviolli e outras formas conhecidas de massas.

Está presente em salgadinhos como coxinhas, risoles, esfirras, empadas, além de panquecas, pizzas, biscoitos e bolachas, ou seja, em quase tudo que consumimos durante a vida, em casa, festas, restaurantes e onde mais se faz presente a culinária.

Está presente também na base de muitos molhos como o bechamel e cremes de recheios de vários doces, onde entra como espessante, para engrossar e dar corpo a misturas ralas.

Sempre que sentar para fazer uma refeição em casa, no restaurante, em uma festa ou na casa de amigos e parentes, passe a observar e você vai notar que boa parte do que estará sendo servido, leva farinha de trigo na composição da receita.

Ela estará sempre por perto, mesmo que um dia você não possa consumir os alimentos que a possuam na receita ou no modo de preparo, por enquanto, esta farinha é muito importante no seu desenvolvimento físico, pois, é rica em carboidrato, fundamental como fonte de energia, imprescindível no cardápio de crianças, adolescentes e adultos praticantes de esportes e práticas físicas de manutenção da boa saúde.

 

BISCOITOS FOFINHOS:

 

Ingredientes: 500g de farinha de trigo; -1 colher de sopa de manteiga; -1 colher de cafezinho de fermento químico em pó; -1 clara; -2 colheres de sopa de chocolate do padre; -2 colheres de sopa de açúcar; 2 colheres de sopa de leite.

 

Preparo: Numa bacia, misture primeiro a farinha e a manteiga, até obter uma massa farinhenta, junte o fermento, a clara, o leite, o chocolate e o açúcar, misture até obter uma massa homogênea. Com duas colheres de sobremesa, vá dando formato aos biscoitos e leve-os para uma assadeira farinhada (untada com manteiga e polvilhada com farinha de trigo) e leve ao forno pré-aquecido a 150ºC, por aproximadamente 30 minutos ou até que os biscoitos fiquem firmes, retire do forno, deixe esfriar e sirva.

 

 

 

TEXTOS E RECEITAS DA SEMANA!

OI GALERA DO FF&BA!

Tudo bacana galera!

Hoje não vou esticar muito a conversa porque o tempo está apertadinho que só! Vou só atualizar e na semana que vem tenho uma história bem legal para contar.

 

“MORRO TESO E SECO, MAS, NÃO PERCO A POSE!”

 

O orgulho carrega com ele uma carga de sentimentos, que podem levar uma pessoa a tomar atitudes e assumir comportamentos reprováveis sob todos os pontos de vista, sejam eles morais, éticos ou dos princípios básicos de qualquer escala de valores.

Falta de humildade, egoísmo, egocentrismo, prepotência, são alguns exemplos do que o orgulho pode proporcionar aos que dele se valem, e, propositadamente redundando, orgulham-se de sê-lo.

Para que você possa ter uma idéia do poder avassalador deste sentimento, que normalmente se confunde com falha de caráter, dependendo da posição profissional, social ou familiar, pode levar a desastres, óbitos, injustiças sociais e a dissolução de lares.

Como exemplo profissional a atitude de orgulho desmedido, conseqüentes teimosia e prepotência por parte de um médico, podem levar a um desfecho fatal, após um diagnóstico equivocado, mantido mesmo sabendo que existiam outras possibilidades.

Socialmente falando, temos aí a divisão de classes, que por si só já define quem está em cima ou embaixo, principalmente quando é preciso “autorar” a culpa, que acaba recaindo sobre os ombros dos menos privilegiados.

No âmbito familiar, em noventa por cento das vezes, tudo está relacionado a ter ou não razão, e, quando todos resolvem se acharem donos dela, o roteiro da desunião define seu traçado rumo à desavença e conseqüente dissolução de mais um núcleo.

Na gastronomia, principalmente dentro da cozinha, pode-se encontrar ao mesmo tempo, prepotência, teimosia, injustiça e pelo menos um “dono da razão, o que torna o ambiente pesado, de desunião, repleto de desavenças, com alto risco de comprometimento do produto final.

Assim era na cozinha comandada pelo Chef Trogloditte (apesar de não merecer, somente por uma questão de ética, estou preservando o nome verdadeiro deste profissional), sempre aos berros, humilhando, menosprezando e até fazendo uso de violência para com seus comandados, que este protótipo de tirano reinava absoluto.

Um belo dia, enquanto sua equipe executava um cardápio para um jantar de formatura de uma turma de formandos de uma renomada faculdade de medicina, Trogoloditte circulava pela cozinha, como de costume, criticando, xingando, humilhando e dando pitaco em tudo que cada um fazia.

Orgulhoso da sua posição no meio gastronômico mundial, carregava a soberba no olhar, nos passos e na prepotência dos seus palpites, na maioria das vezes completamente infelizes, e, foi do alto deste pedestal, que após mais uma atitude intempestiva, quando após provar a base de um creme que uma das auxiliares preparava, ao reprovar o preparo, atirou a panela com o conteúdo em alta temperatura contra a parede, espalhando-o e atingindo vários membros da brigada, que imediatamente se retirou inteira da cozinha, deixando tudo para trás, a 2 horas do início do evento.

Trogloditte, entre perplexo e enlouquecido, não se fez de rogado, ligou para dois amigos cozinheiros que o acudiram, arregaçou as mangas do Doma e encarou como há muito não fazia, as panelas de frente, conseguindo finalizar todos os preparos e servir o jantar dentro do prazo determinado, e, ao terminar chamou os amigos de lado e disse: ”Eu morro teso e seco, mas, mas não perco a pose!”.

Depois dessa, pensa que ele mudou? Nadinha, nadinha, continua “se achando” O Chef Maior!

O PEIXE DA RITA:

Ingredientes: 1 kg de lombo ou postas de cação grossas cortadas em cubos grandes; -2 cebolas cortadas em lâminas grandes; -1/2 pimentão vermelho em lâminas grandes; -1 pimentão verde em lâminas grandes; -50g de bacon fatiado em lâminas grandes; -suco de 1 limão; -1 colher de cafezinho de pimenta calabresa; -7 azeitonas verdes descaroçadas; -7 azeitonas chilenas (roxas) descaroçadas; -1 colher de sopa de shoyu; -2 colheres de sopa de conhaque; -5 colheres de sopa de azeite de oliva extra virgem; -1 xícara de cebolinha picadinha; -sal qb; -1 colher de sopa de manteiga animal; -farinha de trigo qb.

Preparo: Bata no liquidificador o suco de limão, a pimenta calabresa, as azeitonas; o shoyu, o conhaque, o azeite de oliva, metade da cebolinha e 5 colheres de sopa de água, e use para temperar os cubos de peixe em um recipiente com tampa, jogue o restante da cebolinha por cima, tampe e deixe na geladeira por pelo menos 3 horas ou no máximo por 6 horas. Separe os cubos de peixe retirando o excesso de tempero (reserve o tempero), numa frigideira antiaderente, aqueça a manteiga, passe os cubos na farinha de trigo e sele-os deixando-os bem douradinhos, espete em espetos de madeira ou bambu, intercalando lâminas de cebola, pimentões e bacon, arrume em uma assadeira e leve ao forno brando por 20 minutos, sirva com batatas fritas e arroz refogado no tempero reservado.

O MÃOZINHA

 

Era esse o apelido do Diógenes, um mineirinho lá dos cafundós de Januária, que devido a uma má formação congênita, nasceu com uma das mãos muito pequena, completa, mas, minúscula.

Apesar das brincadeiras (quase sempre de mau gosto) e referências pouco agradáveis ao seu membro diminuto, cresceu sem traumas, mágoas ou ressentimentos contra quem quer que seja, pelo contrário, fez muitos amigos e era uma pessoa admirada e querida por todos em Januária e redondezas.

Era impossível conviver com Diógenes e não se apaixonar pelo ser humano maravilhoso que habitava aquele corpo enorme, e que amava ao próximo, muitas vezes mais do que a si mesmo, capaz de literalmente, tirar a roupa do corpo para abrigar um cachorro sarnento da chuva e do frio.

Como era muito alto e forte, acabava chamando muita a atenção para a sua mãozinha, que comparada à outra normal, parecia uma mão de boneca, o que de maneira alguma o impedia de executar qualquer tarefa que lhe fosse designada, sempre dava um jeitinho e terminava por finalizar o trabalho.

Quando estava prestes há completar 18 anos, seu tio e padrinho Adalberto, que havia há muito, tentar a sorte em Brasília, onde era um bem sucedido empresário do ramo de Alimentos & Bebidas, voltou a Januária para parabenizar e fazer um convite ao querido sobrinho, para que este fosse morar com ele na Capital Federal, completar o ensino médio, ingressar em uma faculdade e trabalhar com ele na administração da sua rede de restaurantes.

Diógenes entre emocionado e surpreso, não titubeou e aceitou na hora aquela proposta irrecusável, pois, seu maior sonho era terminar os estudos e obter um diploma universitário.

Chegando ao DF com o início do ano letivo, logo se matriculou e já no ano seguinte concluiu o 2º grau, enquanto neste decorrer, trabalhava com afinco na administração das empresas do tio, onde passou por todos os setores, office-boy, auxiliar administrativo, RH, departamentos de compra e vendas, comim, garçom, auxiliar de cozinha, enfim, circulou por todo o organograma.

Em sua passagem pela cozinha, criou novas receitas, todas de absoluto sucesso entre os clientes, montou ainda um novo cardápio, baseado em uma pesquisa feita entre os freqüentadores de todas as unidades da rede.

Partindo deste portfólio, seu Adalberto criou uma expectativa com relação ao curso que Diógenes deveria escolher, ou seja, vislumbrou Administração de Empresas ou Gastronomia (bacharelado), já que o talento e competência do sobrinho eram enormes e como não tinha filhos, já sonhava com o jovem a frente dos negócios assim que se formasse.

Mas, o sonho de Diógenes, Mãozinha como era tratado, agora assim, de forma carinhosa por todos, ia mais além, ele sonhava ser médico, especificamente, um cirurgião plástico, o que surpreendeu seu Adalberto, deixando-o em estado de choque, tal era o tamanho da expectativa estabelecida.

Sob o impacto da notícia, seu Adalberto, sempre calmo e cordato, fez algo que jamais imaginou: proferir palavras que ofendessem ou ferissem alguém, especialmente seu querido sobrinho: - “Depois de tudo que fiz por você seu ingrato, agora me vem com essa, se enxerga rapaz, você acha que vai conseguir ser cirurgião com essa mãozinha aí?

O clima pesou, uma mistura de decepção e surpresa tomou conta do ar, porém, o arrependimento não tardou e trouxe de volta a consciência, acompanhado de um fervoroso e humilde pedido de perdão, de imediato aceito por aquele jovem de coração tão grande quanto seu corpanzil, hoje conhecido como Dr. Diógenes Vasconcellos – “O Mãozinha Divina”!

 

 

 

CUSCUZ DE SALPICÃO DE FRANGO:

 

Ingredientes: -1 peito de frango desfiado cozido em caldo de galinha (2 tabletes); -2 copos (300 ml) da água do cozimento do frango; -2 talos de salsão em cubinhos; -2 colheres de sopa de passas pretas ou brancas; -1/2 cenoura média ralada; -1 xícara de batata palha; -100g de azeitonas verdes descaroçadas picadas; -1 xícara de cheiro verde picadinho; -azeite de oliva extra-virgem qb; -sal e pimenta do reino qb; -300g de farinha de milho; -100g de farinha de mandioca de biju; -1 cebola pequena picadinha; -4 dentes de alho picadinhos -2 tomates batidos sem semente com 1 xícara d’água; -1 refil de molho de tomate refogado pronto; -50g de bacon em cubinhos.

 

Preparo: No liquidificador bata os tomates com 1 xícara de água, o refil de molho refogado e os 2 copos da água do cozimento do frango, ajuste o sal e a p. reino e reserve. Numa panela antiaderente, aqueça o azeite, frite o bacon, refogue a cebola, em seguida o alho até dourar, junte o molho batido no liquidificador, deixe ferver por 10 minutos e adicione os talos de salsão, as passas, a cenoura, as azeitonas, em seguida junte as farinhas já misturadas e mexa com bastante vigor para não empelotar, até que fique bem grosso e denso, junte a batata palha e o cheiro verde, regue com azeite, mexa e transfira para uma forma de torre ou uma refratária funda, aperte para compactar, deixe sair o excesso de calor, desenforme e sirva.

 

 

 

CONTINUAÇÃO...

OI GALERA DO FF&BA!

Segue firme Galera, é a continuação do "Fui atropelado pelo trabalho e por uma moto!"

 

NÃO VOU FALAR DE POLÍTICA, PREFIRO ARROZ DE CACHORRO!

 

Mas que dá uma vontade danada de falar sobre certos comentários e das pérolas que candidatos e eleitores soltaram durante o período de campanha e depois do resultado deste sufrágio... ahhh, isso dá.

O bom da vontade é que “ela dá e passa”, e para mim bastam uns poucos minutos de reflexão, para concluir que ficar calado é o melhor a fazer na grande maioria das vezes.

Levei um bom tempo para perceber que ao comentar determinadas coisas, me transformava em um divulgador, um disseminador de asneiras e “idéias de jerico”.

Às vezes, o direito a liberdade de expressão é muito mal exercido, porém, faz parte do exercício democrático o respeito e a compreensão no caso de má gestão no uso das palavras, quando o interlocutor não dispõe dos recursos intelectuais, escolaridade e acesso a informação, suficientes para lhe dar suporte na hora de proferi-las.

Mais difícil é aceitar e ter que reconhecer que a liberdade de expressão, abre as portas para que a ignorância nas porções mais privilegiadas, façam das palavras objetos cortantes como bisturis enferrujados, fazendo incisões profundas de difícil cicatrização em pessoas e entidades de e do bem.

Tá coçando, mas, não vou citar nem os ‘Santos’, nem os ‘Milagres’, é melhor ficar quieto e não dar cartaz para os autores e seus atos impensados.

Já ouvi muitas frases e comentários de pessoas que nunca pisaram em uma escola, com muito mais sabedoria e conteúdo, que da boca de muita gente esclarecida e inundada de informações.

Então, vou voltar para a gastronomia onde as palavras sempre são, literalmente, bem digeridas, além dos assuntos abordados cheirarem bem, as apresentações são de gala, repletas de verdadeiras obras de arte.

Quando o assunto é culinária, pode até ser que o resultado final não seja o mais saudável, muito pelo contrário, muitas vezes da origem a verdadeiras bombas calóricas, mas, não menos deliciosas e responsáveis por momentos de muita satisfação.

Pode frustrar, dependendo da expectativa que se venha a criar em cima de uma receita ou do currículo de quem vai prepará-la, porém, dificilmente vai parar na lata do lixo, sempre pode ser aproveitada, nem que, na pior das hipóteses, sirva apenas de lição para não haver a repetição do erro.

Semana passada, durante uma aula de massas e molhos, acabara de chamar a atenção dos alunos para a adição excessiva de sal e pimentas (reino, calabresa), porque depois de salgado e/ou apimentado, o preparo estaria seriamente comprometido, e, que não haveria batata que desse jeito.

Pois então, adivinhe só quem errou a mão na pimenta calabresa e no sal no molho bolonhesa que estava sendo preparado?

É isso mesmo, euzinho aqui, fui me meter no preparo alheio sem consultar o responsável pela execução da receita e fiz uma lambança sem precedentes, mesmo conseguindo dar uma aliviada me utilizando de algumas técnicas, não foi o suficiente para tornar aquele molho comestível, ou seja, “the damage is done!” (o estrago estava feito).

Para minha surpresa, a turma me lembrou de algo que mencionei no primeiro dia de aula: “O show não pode parar, durante qualquer evento, quando à hora de servir se aproxima só nos deixa duas alternativas – finalizar e por na mesa – portanto, temos sempre que procurar uma solução.” Foi aí que todos os alunos me pediram para sair e só voltar depois da mesa posta, ao que atendi prontamente (também, depois de uma cgd destas, era o mínimo que eu poderia fazer).

Quando fui chamado para sentar a mesa, fiquei apreensivo com o resultado e ansioso para degustar logo e quando o fiz, realmente eles haviam minimizar bastante os efeitos do sal e da pimenta, e lógico, quis saber como.

Me contaram que como havia sobrado uma boa porção de carne moída crua, resolveram refoga-la sem nenhum tempero e juntar ao molho comprometido, preparam nova massa sem adição de sal, conseguindo um resultado muito satisfatório, claro que ficou “puxadinho”, mas, nem de perto lembrava o estrago que eu fiz.

 

ARROZ DE CACHORRO:

 

Ingredientes: 700g de patinho em cubos médios; -3 xícaras de arroz cozido; -2 tabletes de caldo de carne; -1 colher de sopa de molho inglês; -1 colher de café de alecrim desidratado; -1 colher de sopa salsinha desidratada; -1 colher de orégano desidratado; -1 colher de sobremesa de curry ou açafrão; -1 dose de conhaque; -200g de queijo coalho em cubinhos; -3 dentes de alho picadinhos; -1 colher de sopa de manteiga (animal); -1 xícara de cebolinha picadinha; -100g de queijo parmesão ralado grosso; -sal e p. reino qb (cuidado!!!).

 

Preparo: Numa panela média, aqueça 1 litro de água com os desidratados, molho inglês, sal e pimenta do reino (cuidado!!!), e cozinhe a carne por 15 minutos. Escorra e reserve. Na mesma panela, aqueça a manteiga, doure o alho e coloque a carne, refogue por 5 minutos sempre mexendo, junte o curry, o orégano, o conhaque, mexa bem e refogue por mais 5 minutos, coloque o arroz e misture bem, acrescente o queijo coalho, mexa até que fique macio (não mole, macio), passe para uma refratária, jogue o queijo parmesão por cima e espalhe toda a cebolinha. Sirva em seguida.

 

E O PRESENTE...? QUE PRESENTE...?

 

No próximo dia 12 de outubro, milhões de crianças estarão abrindo as embalagens com seus presentes, na maioria de pedidos atendidos integralmente para a alegria ser completa.

No mesmo dia, milhões de crianças estarão fazendo a seguinte pergunta: E o presente? E recebendo em resposta outra pergunta: Que presente, não tá vendo que o dinheiro mal dá para comprar comida?

Então amiguinho, você que estará sendo plenamente atendido no “Dia da Criança”, agradeça a Deus e lembre-se que milhões de crianças por este mundo, jamais tiveram a graça de ganhar um brinquedo, seja no Natal, dia do aniversário ou em qualquer dia 12 de outubro.

Escolha um ou mais brinquedos com os quais você não brinca mais e doe para que outras crianças experimentem a sensação de alegria, de como é bom ganhar um brinquedo neste dia, como é maravilhoso sair mostrando para todos e brincar até não agüentar mais.

Garanto que a sua alegria será dobrada, pois, não existe presente maior que presentear, principalmente a quem mais precisa.

 

ARROZ COM LINGÜIÇA E REQUEIJÃO:

 

Ingredientes: -4 xícaras de arroz cozido; -1 copo de requeijão cremoso sem amido; -200g de lingüiça fina de porco; -1 dente de alho amassado; -1 colher de sopa de manteiga; -100g de queijo ralado grosso; -1 colher de sopa de orégano; -sal e p. reino qb.

 

Preparo: Numa panela antiaderente, aqueça a manteiga, doure o alho, frite bem a lingüiça sem pele; -polvilhe o orégano, junte o arroz, mexa bem, coloque o requeijão, misture bem, passe para uma refratária, jogue todo o parmesão ralado por cima e leve ao forno pré-aquecido a 180ºC por 15 minutos, retire do forno e sirva em seguida.

 

O DIA É DA CRIANÇA!

 

E já que o dia é seu amiguinho, o presente já está no papo, é feriado e papai e mamãe estão bonzinhos como nunca, o negócio é aproveitar a oportunidade e pedir para prepararem o seu prato predileto.

Eu sei que hoje já é quinta-feira, mas, pelo que estou sabendo, não vai ter aula durante toda a semana (pelo menos no colégio da Bellinha), portanto, o final de semana vai ser muito longo, o que é sinônimo de comida diferente por mais dias.

O meu presente vai ser uma receita de índice quase zero de rejeição, a qual, tenho certeza que você adora.

 

LASANHA À MODA DO TIO JUAREZ:

 

Ingredientes: -500g de massa de lasanha fresca; - 3 colheres de sopa de farinha de trigo; -3 lt de leite; -2 colheres de sopa de manteiga (animal); -1 colher de café de noz moscada; -2 dentes de alho picadinhos; -100g de bacon em cubinhos; -500g de carne moída; -2 tomates maduros sem sementes em cubinhos; -1 refil de molho de tomate refogado; -1 xícara de cebolinha picadinha; -1 xícara de folhas de manjericão; -250g de moçarela fatiada; -250g de presunto cozido; -1 caixinha de creme de leite; -150g de parmesão ralado grosso; -sal e p. reino qb.

 

Preparo: Numa panela antiaderente, cozinhe a massa de lasanha, duas a duas, por 4 minutos em 1 litro de leite, retire escorra e reserve tanto a massa como o leite. No liquidificador, bata a farinha de trigo, 1 colher de manteiga, 1 litro de leite, a noz moscada, sal, p. reino, metade da cebolinha e metade do manjericão, passe para uma panela antiaderente, coloque o outro litro de leite e o do cozimento da massa e mexa até engrossar, apague o fogo e reserve. Em outra panela, aqueça 1 colher de manteiga, frite o bacon, o alho, junte a carne e refogue mexendo sempre para que fique bem soltinha, ajuste o sal e a pimenta do reino, junte o tomate em cubinhos e mexa até que amoleça, coloque o molho de tomate refogado, a cebolinha, o manjericão, e deixe apurar em fogo baixo (sempre mexendo) por 30 minutos, em seguida acrescente todo o molho reservado, misture bem até que obtenha uma mistura homogênea de coloração rósea, mexendo até levantar fervura, coloque a caixinha de creme de leite e assim que borbulhar novamente apague o fogo. Em uma assadeira grande, coloque molho suficiente para preencher toda a superfície, faça uma camada de massa, uma de moçarela, uma de presunto, espalhe molho por cima de toda a camada de recheio, faça outra seqüência igual, com massa, moçarela, presunto e bastante molho, polvilhe todo o queijo ralado, leve ao forno pré-aquecido a 180°C por 30 minutos, retire ainda borbulhando, leve direto para a mesa e sirva.

 

 

 

 

FUI ATROPELADO PELO TRABALHO E POR UMA MOTO!

OI GALERA DO FF&BA!

 

Oi Galera, até tentei, mas, não deu para atualizar o blogo nas últimas 3 semanas, o trabalho me atropelou, uma moto se acabou na traseira do meu carro (o rapaz da moto está bem, graças a Deus) e para completar tive que trabalhar como mesário no primeiro turno e claro, vou estar lá para o segundo.

Aliás, nunca foi tão difícil escolher entre dois candidatos, achei que no debate de ontem fosse ajudar na decisão, mas, me deixou mais indeciso ainda, foi horrível, péssimo. Será que não tem ninguém para dizer isso para os dois... cruzes!!!

Bom vamos falar do que interessa que é comida e textos deliciosos! Convencido né? Mas, não tem problema, não sou candidato a nada mesmo!

 

 

 

POR QUE NÃO NO INTERIOR?

 

Pegando uma carona na ótima matéria, publicada na última terça-feira (21/09), assinada pela também ótima Monique Bueno, que faz um tour gastronômico compacto pela Europa, do tipo “Mochileiro”, sem deixar de fora os grandes centros e dando uma passadinha por outros não tão badalados gastronomicamente falando.

Daí, pensei então: Por que não no interior desse Brasilzão de gastronomia tão rica e diversa, original, criativa, talentosa desde as bases do lar, maravilhosamente influenciada pelas mais diversas culturas do Planeta, e, sobretudo pelas principais, como a italiana, portuguesa, espanhola, francesa, árabe, oriental e africana, alicerçadas pela nossa base nativa indígena.

Então, coloquei uma mochila nas costas e comecei a caminhar ao lado da Monique, traçando um paralelo de comparação com o nosso cardápio regional e os das regiões que ela visita no seu tour pela culinária européia, imaginando a reação dos turistas de lá em contato com as delícias de cá.

Na sua passagem pela Alemanha, ela fala sobre os diversos tipos de salsicha, o chucrute, carne suína, bolinhos de pão da Bavária, vinhos e cervejas. Um grupo de alemães passeando por aqui, ficaria com toda certeza, maravilhado com as linguiças de Bragança Paulista, as salsichas preparadas artezanalmente no interior de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, aquele guisadinho de repolho caseiro, um torresminho pururuca, broa de milho e pão de queijo mineirim mesz, com uma pinguinha de cabeça, uns bolinhos de pão, as cervejas rústicas da região de Blumenal e os vinhos de tanino mais pesado produzidos no Vale do São Francisco.

Já os austríacos ficariam de queixo caído com o café, os doces, tortas, salgados e principalmente os folhados da Confeitaria Colombo, na Rua Gonçalves Dias no RJ, que já começa a espalhar franquias e inspirar seguidores pelo interior do RJ e SP.

Turistas espanhóis já são velhos conhecidos nas cidades litorâneas a Bahia, fora do eixo Salvador, onde se acabam entre moquecas, vatapás e acarajés, sem os fazendo esquecer que existe Paella, Puchero e Tapas.

Já os irlandeses ficariam plenamente satisfeitos com um belo café da manhã com muita tapioca recheada com queijo coalho, doce de leite, carne de sol e um almoço reforçado por um “Virado Paulista” ou o tradicional “Tutu a Mineira”.

Quanto aos italianos, podemos dizer que estão em casa, tanto no interior de SP, quanto na Serra Gaúcha, além dos milhões de descendentes espalhados por todo o Brasil, principalmente na grande Sampa.

A galera do Reino Unido se acabaria nas churrascarias do interior sul e sudeste do país, onde a vaca é gorda e não louca, com toda a certeza se deliciariam com  o Cupim Casquerado de Araçatuba e uma maravilhosa torta de banana assada no forno a lenha das regiões rurais e adjacências.

Os nossos patrícios são como os irmãos italianos, estão em casa literalmente, pois, até o idioma é o mesmo, e, como o reconhecido por eles, saboreiam uns bolinhos de bacalhau por aqui, muito mais deliciosos que os feitos lá nas terras do Além Tejo.

Os Tchecos babariam com um lagarto assado recheado, uma carne assada de panela e uma suculenta sopa de músculo.

Já agradar um suíço com os nossos queijos pode ser uma tarefa mais difícil, mas é quase certo que se renderiam a um queijo minas fresquinho e um queijo coalho assado na lata com brasa. Os chocolates de Gramado e Canela no RS, também têm boas chances de agradar, pelo caráter artesanal e a qualidade do leite dessa região. Quanto a um prato para agradar em cheio, tenho a impressão que um churrasco de cordeiro temperado a moda do interior (com muito limão cravo), acompanhado de mandioca cozida, farofinha e feijão tropeiro, teriam força suficiente para arrebatar o sofisticado paladar dos visitantes Alpinos. Valeu pela companhia Monique!

CARNE SECA NA PRESSÃO COM QUEIJO COALHO E COUVE:

 

Ingredientes: 1kg de carne seca em cubos grandes; -300g de queijo coalho em cubos; -2 cebolas grandes cortadas em quatro partes; -5 dentes de alho picados; -100g de bacon em cubinhos; -2 xícaras de cebolinha picadinha; -1 pimentão vermelho grande em quadrados grandes; -1 maço de couve cortada fina e recortada; ½ pimenta dedo de moça picadinha sem sementes; -1 colher de sopa de manteiga animal; -sal qb.

 

Preparo: Deixe a carne seca de molho em água gelada por 4 horas, leve para a panela e ferva por mais 20 minutos, escorra e reserve. Numa panela antiaderente, aqueça a manteiga, frite o bacon, doure o alho e refogue a carne seca por 5 minutos, sempre mexendo para não grudar, junte o pimentão e a cebola, metade da cebolinha, pingue um pouco de água, tampe a panela e deixe em fogo baixo (sempre vigiando) por 30 minutos, mexendo de vez em quando e pingando mais água se necessário, quando a carne estiver macia, junte metade do queijo e metade da couve, mexa até que o queijo dê sinais de amolecimento, acrescente o restante o queijo, a cebolinha e a couve, verifique o sal, tampe a panela, apague o fogo e deixe lá por 10 minutos, então sirva com arroz branco e se quiser, uma farofinha de alho.

 

 

 

COMPORTAMENTO NORMAL

 

Qual o limite entre o que se pode considerar comportamento normal, falta de educação, revolta, ausência de limites ou uma passagem obrigatória?

Comportamento normal seria aquele que todos acham normal, mas, como sempre há discordâncias, podemos considerar o que a maioria considera normal;

Falta de educação seria o conjunto de atitudes que a maioria não aprova, motivadas por diversos fatores, entre eles, uma criação repleta de permissividade, falta de imposição de limites e maus exemplos;

Revolta que pode ter várias origens, desde traumas até a ausência total de motivos para tal, absorvidas durante o convívio com outros jovens desde a escola, até os grupos e tribos freqüentados;

Ausência de limites durante a criação, está sim, pode criar verdadeiros “Monstros” fora de controle. É o principal fator para a quebra dos valores morais e das crises familiares, que se refletem no comportamento dos jovens no seu convívio social, seja dentro da escola ou nos lugares públicos que costumam freqüentar.

O aumento da violência e o uso indiscriminado e destrutivo de drogas, já é encarado como “Comportamento Normal” por muitos, enquanto deveria ser repudiado e combatido por todos.

Portanto amiguinho leitor, não dê ouvidos aos maus conselhos e atenção aos maus exemplos, seja lá de onde ou quem venham, pois, não é difícil distinguir o que é certo ou errado e o que é bom ou ruim. Escute com muita atenção o que seus pais aconselham, e arrume sempre um tempinho para ficar bem pertinho da sua família, uma boa hora para isso é durante as refeições, então, prepare a receita abaixo e convide toda a sua galera para o almoço de sábado.

 

LAGARTO RECHEADO ASSADO:

 

Ingredientes: -1 peça de lagarto limpa; -1 lingüiça calabresa fina; -3 tiras de bacon com couro; -2 bastões finos de cenoura; -1 tira de pimentões coloridos; -5 dentes de alho amassados; -2 colheres de sopa de molho inglês; -100 ml de azeite de oliva; -200 ml de vinho tinto seco; -3 colheres de sopa de mostarda; -sal e p. reino qb.

 

Preparo: -Com a ajuda de um adulto, com uma faca fure a peça de lagarto por todos os lados, em seguida perfure o centro da carne (de uma ponta a outra) com o cabo de uma colher de pau ou plástico, ou também pode usar uma chaira (afiador de facas), em seguida, introduza neste buraco, com cuidado, a lingüiça, o bacon, a cenoura e os pimentões. No liquidificador, bata o vinho, o azeite, o alho, o molho inglês, a mostarda, o sal e a pimenta do reino. Envolva a carne com este tempero, cubra e leve para geladeira, deixando da noite para o dia. Embrulhe a carne em papel alumínio, passe para uma assadeira e leve ao forno pré-aquecido a 180°C por 2 horas, retire o papel alumínio e deixe dourar por mais 20 minutos ou até que esteja dourada. Passe a carne para um prato, suba a assadeira para o fogão, despeje uma caixinha de creme de leite sobre os resíduos e mexa raspando bem o fundo para obter um molho super especial.

Sirva com arroz branco ou um macarrão tipo penne al dente.

 

 

MUITA ÁGUA E GASTRONOMIA ALÉM DA VIDA!

OI GALERA DO FF&BA!

 

Hoje, só para variar, vamos começar pela conclusão: SEM COMIDA NADA ACONTECE! - Nada nem ninguém nasce ou consegue viver sem alguma forma de alimentação, desde uma simples bateria, até o mais complexo cérebro eletrônico, pois, a primeira precisa de energia e o segundo, além de uma fonte energética, necessecita ser abastecido de informações, e para tanto, de um sujeito bem alimentado para processá-las.

E assim é para tudo que existe no Universo, onde nada consegue sobreviver de nada! Até "O Nada" precisa estar cheio de nada para não existir! Profundo né? Profundo nada, é pura loucura, a mais completa perda da "Noção", basta começar a pensar para divagar sem rumo e parada!

O texto abaixo não se aprofunda, primeiro por falta de espaço e depois porque seria uma completa perda de tempo enumerar tudo que precisa de alimento, já que "Tudo" incluí tudo, e, aqui não caberia tudo!

 

EXISTE GASTRONOMIA APÓS A MORTE!

 

Antes que alguém pense que estou fazendo piada com coisa séria, quero de anti-mão deixar bem claro que em hipótese alguma eu faria isso, seja com qualquer seguimento ou vertente religiosa, principalmente sobre a doutrina em que acredito e que me ensina todos os dias a importância da caridade, o amor ao próximo e acima de tudo, sobre os ensinamentos contidos nas palavras e atitudes de Jesus e a fé incondicional a Deus!

O título deste artigo se refere à cena do filme “Nosso Lar”, onde André Luis e a família que o acolheu por lá, se reúnem à mesa para refeição como qualquer família aqui do plano onde vivemos.

Para quem não teve a oportunidade de se aprofundar no conhecimento da dinâmica desta transição do desencarne, para, porque e para onde vamos, pode causar estranheza e suscitar várias dúvidas e questionamentos (o que é absolutamente natural) de como isto é possível, já que uma vez espíritos livres e sem a necessidade de operar a manutenção de um corpo carnal, obviamente não precisarem de comida ou qualquer outro alimento para se manterem “vivos” ou “mortos”!

Proporcionar este entendimento demandaria muito tempo e estudo, além de conduzir os caros leitores para longe do foco do texto, que é aproveitar a cena em questão para mostrar o poder de transcender que a Gastronomia possui, evidentemente que de forma ilustrativa e não necessariamente como verdade absoluta, pois, estaria desrespeitando visões diferentes sobre o tema.

O fato é que não importa qual a história ou trama, independente da proposta ou assunto abordado em filmes, peças teatrais, novelas, livros e outros, a comida é presença certa, mesmo que seja um documentário sobre a diversidade da flora de um planeta de Andrômeda, o alimento vai estar presente por ser fundamental para o crescimento desta.

Tente lembrar-se de um filme onde ninguém come absolutamente nada, mesmo que ele retrate a vida após a morte.

Se alimentar é com toda a certeza a principal necessidade orgânica de toda e qualquer espécie de vida existente na Terra e onde mais ela se faça presente, de um ser unicelular a um filete de grama, assim como vírus, bactérias e fungos, todos eles, não sobreviveriam sem suas fontes de alimento, o simples corte no fornecimento seria o suficiente para matá-los a curto, médio ou longo prazo.

Às vezes, fico pensando na falta de graça e sentido que a vida teria se não pudéssemos comer aqueles preparos que mais gostamos e chegamos a sonhar durante toda a semana em degustá-los, como aquela torta de chocolate, a macarronada de domingo, a feijoada no sábado, o pudim de sobremesa, o brigadeiro e o bolo na festinha, uma suculenta picanha, um belo e cheiroso frango assado, enfim, tudo aquilo que nos dá água na boca e um prazer indescritível só de pensar em comer.

Talvez esta seja uma explicação para a idéia de passar a presença da Gastronomia após a morte, pelo fato de comer não estar só gravado em nosso DNA, mas também, tatuado no nosso espírito, incutido na nossa alma.

 

NHOQUE DE ARROZ:

 

Ingredientes: -3/4 xícara de chá de arroz cozido; -1 ovo; -1 xícara de chá de leite; -4 colheres de cheiro verde picadinho; -4 colheres de sopa de manjericão fresco picadinho; -2,5 xícaras de farinha de trigo; -200 ml de azeite de oliva extra-virgem; -5 colheres de sopa de  queijo parmesão ralado grosso; -1 xícara de chá de cebola picadinha; -4 dentes de alho amassados; -4 tomates picados; -1/2 pimentão vermelho picado; -1 colher de cafezinho de pimenta calabresa; -sal e p. reino qb.

Preparo: Bata no liquidificador o arroz, o ovo, o leite com a farinha de trigo dissolvida nele, 2 colheres de sopa de cheiro verde e 2 colheres de sopa de manjericão, transfira tudo para uma panela antiaderente grande e cozinhe mexendo, até desgrudar do fundo, apague o fogo e deixe esfriar. Polvilhe uma superfície lisa com farinha de trigo e enrole os canudinhos, corte em pedaços de aproximadamente 1 dedo, leve-os então para uma panela com água fervendo com óleo e sal, assim que flutuarem até a superfície, retire com uma escumadeira e passe para uma refratária ou assadeira untada com azeite de oliva. Em outra a panela, aqueça o azeite, frite o alho, acrescente a cebola, o pimentão os tomates, a pimenta calabresa, o restante do cheiro verde e manjericão e sal, deixe apurar em fogo baixo, verifique a necessidade de ajustar o sal. Jogue o molho pronto sobre o nhoque, polvilhe o queijo ralado, leve ao forno pré aquecido a 250°C por 15 minutos, retire e sirva bem quente.

 

ÁGUA, MUITA ÁGUA!

É isso aí galerinha, muita, mais muita água mesmo! Nada de refrigerantes, pelo menos durante a semana, se puder resistir, no fim de semana também.

O tempo excessivamente seco, com a umidade do ar abaixo dos 20%, insuficiente para atender as necessidades básicas de hidratação do organismo humano e outras espécies, exige reposição permanente para as perdas impostas a todo instante.

Portanto, água e sucos preferencialmente feito de frutas frescas (sempre com a adição de um pouco d’água), passam ser obrigatórios, enquanto este  clima não tiver seu quadro modificado com a chegada das chuvas de Primavera, que  se inicia no próximo dia 21 de setembro, porém, sem garantias de formações chuvosas nos seus primeiros dias.

Quanto aos refrigerantes, evitá-los é uma recomendação que vale para qualquer época e ocasião, no entanto, não se pode negar que estes têm capacidade de hidratação, mas, seus outros componentes, como melaço, açúcar, conservantes e mais uma infinidade de componentes e reações químicas, deixam tais compostos como última das últimas opções para reposição de líquidos no organismo.

Os sucos de frutas além de hidratarem nosso organismo, possuem propriedades nutricionais importantes, embutidas em uma série de vitaminas e outros componentes, que auxiliam no complemento da nossa alimentação, muitas vezes substituindo uma refeição em casos da impossibilidade de acesso a um bom prato de comida, principalmente se batidas com leite para se transformarem nas velhas e boas “Vitaminas”.

Porém, esse caráter duplo deve ser utilizado quando realmente não se puder contar com uma refeição completa ou com o distanciamento muito longo de uma para a outra.

O leite é outro que mesmo sem as frutas, hidrata e alimenta ao mesmo tempo, porém, em excesso, pode acarretar problemas de ordem gastrointestinais provocados pela grande quantidade de gordura que carregam em sua composição, podendo levar a episódios de diarréia e vômitos e conseqüente desidratação, ou seja, tudo o que ninguém precisa com um clima de deserto como o que estamos vivendo.

Então galerinha, tudo acima, devidamente dosado, pode ajudar na hidratação do organismo, porém, somente a água não tem contra-indicações.

Não esqueci da água de coco, deixei para o final, pois, a receita, ou melhor, dica de hoje, são os sucos batidos com ela, possui um alto nível de hidratação, além de ser um isotônico repositor de energia.

 

 

SUCO DE MELÂNCIA COM ÁGUA DE COCO:

 

Ingredientes: -1/4 de melancia sem casca e com caroço; -água de 2 cocos; -açúcar qb (se for necessário); -pedras de gelo qb.

 

Preparo: Bata tudo no liquidificador, coe e sirva.

PS: Você pode usar qualquer fruta que desejar claro que as mais massentas não são recomendadas, como é o caso do abacate e a banana.

 

PRABÉNS MENINAS DE CLEMENTINA!

OI GALERA DO FF&BA!

Antes de mais nada, quero parabenizar as "Meninas de Clementina", que através do esforço do grupo do CRAS e Prefeitura Municipal, receberam nesta sexta-feira, 10/09/2010, seus certificados de conclusão dos cursos de "Manicure" e Cabeleireiro", ministrados pelas facilitadoras Karina e Tãnnea da Tramit Brasil/Araçatuba-Centro de referência em qualificação e capacitação profissional. Em nome de todas as participantes, destaco para representá-las: EDILAINE, JOSIRENE, CLÁUDIA E RAQUEL, por terem puxado a fila, sempre com muito empenho e dedicação!

Agora vamos falar de Circo e Clima de deserto, além de duas receitas diferentes, uma mostra que massa solada nem sempre é sinônimo de 'deu errado' e que lasanha também pode ser super light.

 

TEMPO SECO – TEMPO DE DIGESTÃO DÍFÍCIL E DEMORADA

 

Não sei se acontece com todos, muito provavelmente não, mas, comigo e com a grande maioria das pessoas com quem convivo, a demora e dificuldade na digestão dos alimentos tem sido uma tônica, até mesmo quando há ingestão de comidas leves como as saladas, sopas e frutas.

É impressionante como tudo pesa, pior ainda quando fico com muita fome e vou com “muita sede ao pote”, como muito depressa e acabo exagerando na quantidade – meu Deus! Parece que a digestão vai levar pelo menos uma semana para se completar, e, para piorar a sede é constante, e termino por beber litros de água, suco, chá e o que mais estiver pela frente.

Claro que o exagero não passa do primeiro descuido, porque aquela lembrança não se apaga facilmente e nem tão cedo, o que faz com que pense cem vezes antes de exagerar.

Mas, não é preciso exagerar para sentir a sensação de fastio prolongado, basta comer para ficar nessa condição, provocada pela reação do nosso organismo na tentativa de se defender de uma possível desidratação, ao diminuir a velocidade de funcionamento do metabolismo de maneira geral, o que incluí todo sistema digestivo.

Tudo isso faz com que a comida fique por mais tempo retida no organismo, o que leva a produção de várias toxinas, responsáveis pelo mal-estar e a horrível sensação de barriga muito cheia, provocada principalmente pela formação de gazes provenientes desta química.

Bom, evitar comidas pesadas, frituras, excesso de bebidas alcoólicas, refrigerantes, é um procedimento que todos já estamos “carecas” de saber, mas, que por algum misterioso e incontrolável motivo, muitas vezes não conseguimos seguir e sempre rola uma escorregadinha ou escorregadona que é o pior.

O velho e bom chá, adotado há séculos pelos nossos irmãos orientais, é uma boa opção para depois das refeições, uma xícara, favorece bastante uma boa digestão, além de hidratar por mais tempo a região do aparelho digestivo, ajuda a dissolver gorduras e diminui a formação de gases, aliviando a sensação de expansão provocada pelo seu acúmulo.

Misturar favas como o feijão com brócolis, couve-flor, inhame, rabanete e repolho, além de retardar o já demorado processo de digestão, o fará inflar como um balão de festa, do mesmo jeito que ingerir carnes vermelhas e pesadas no período noturno, tornará o seu sono deveras agitado, podendo provocar pesadelos, sudorese abundante, eliminação de gases e conseqüente expulsão do recinto conjugal ou convite para se dirigir ao sofá da sala, por parte do companheiro ou companheira.

A verdade, é que nessas horas não existe mágica e sim cuidados a serem tomados, precauções que podem minimizar os efeitos que este clima de deserto no qual estamos vivendo, provoca no nosso organismo, que tenta se adaptar a essas condições e terminam por nos causar certos incômodos, como o ressecamento das mucosas e o funcionamento dos nossos principais sistemas, que são o respiratório, circulatório e digestivo, portanto, se manter hidratado, consumir comidas leves, manter atividades físicas menos intensas e evitar ingerir alimentos no período noturno, que antecede até pelos menos 2 horas antes de deitar, são procedimentos ao nosso alcance, que poderão ser de grande valia para diminuir os efeitos da baixíssima umidade do ar.

 

LASANHA DE LEGUMES E RICOTA:

 

Ingredientes: -200g de ricota fresca; -1 colher de sopa de cebola picadinha; -4 colheres de sopa de azeite de oliva; -1 copo de requeijão cremoso sem amido; -1 colher de sopa de farinha de trigo; - 600 ml de leite integral; -1 pacote de lasanha semi-pronta; -1 batata inglesa cozida em cubinhos; -1 cenoura pequena cozida em cubinhos; -1/2 chuchu cozido em cubinhos; -150g de brócolis em pequenos pedaços; -1 xícara de cheiro verde picadinho; 2 colheres de sopa de queijo parmesão ralado grosso; -sal e p. reino qb; -noz moscada qb; 1caixinha de creme de leite; -orégano qb; -1 dente de alho picadinho.

 

Preparo: Numa panela antiaderente, aqueça 1 colher de sopa de azeite, frite a cebola, doure o alho, junte noz moscada, orégano, sal e p. reino, em seguida coloque a farinha de trigo dissolvida no leite e mexa até formar um creme ralo, junte, o requeijão, mexa bem, depois  o creme de leite, deixe borbulhar, desligue o fogo  e reserve. Em uma vasilha, amasse a ricota e tempere com azeite, sal, p. reino, orégano, noz moscada e reserve. Numa assadeira ou refratária, coloque bastante creme no fundo, acomode uma camada de lasanha, lambuze com molho, faça uma camada com a seleta de legumes e ricota, espalhe molho, lasanha, lambuze, seleta com ricota, e assim por diante. Finalize com ricota e parmesão ralado, cubra com papel alumínio e leve ao forno pré-aquecido a 180°C por 30 minutos.

 

O CIRCO MUDOU

 

Você já foi ao circo?

Se não viu ao vivo, certamente já deve ter visto na TV, que costuma apresentar os grandes espetáculos como os do Cirque Du Soleil, Circo de Pequim e o de Moscou, só para citar os mais famosos.

Os três citados acima, já fizeram apresentações pelo Brasil, porém, sem o maior caráter que um circo pode ter, que é o de ser uma diversão popular, acessível a todas as classes sociais.

Desde o local de instalação, até o preço dos ingressos, afasta definitivamente o público que durante anos não deixou o Circo morrer, sustentou a pior fase pela qual passou estes aglomerados de artistas, que muitas vezes nem o comer tiveram, mas, que pelo amor ao que faziam e respeito aquele público fiel, sobreviveram e deram a base para os grandes que hoje, se tornaram inacessíveis aos menos privilegiados.

Os circos de lona e arquibancadas de madeira, que ainda sobrevivem, são os únicos que chegam até as pequenas cidades do interior do Brasil, para levar a todos os públicos o espírito circense de verdade, onde o mestre de cerimônia é o bilheteiro, o trapezista vende algodão doce, o malabarista pipoca, a contorcionista é fotógrafa e o palhaço vende lembrancinhas, mesmo tendo que fazer de três a quatro apresentações por dia, sem jamais perder a alegria e a disposição para se apresentar.

Apesar das restrições impostas (muito justas) como a proibição de animais selvagens e restrições na montagem das arquibancadas, continuam a levar a todos, aquele que é considerado “O Maior Espetáculo da Terra!”, porque quem é de circo, já nasce com esse espírito.

Portanto amiguinho, quando ver um circo por perto, mesmo que seja montado no chão batido e com arquibancadas de madeira e cadeiras de plástico, peça ao papai e a mamãe para levá-los e ajudem a não deixar o Circo morrer jamais.

 

PUDIM SOLADO DE FORNO:

Ingredientes: -4 colheres de sopa de farinha de trigo; -1 lata ou caixinha de leite condensado; -2 ovos; -1 iogurte de frutas (da sua preferência); -1 colher de sopa de manteiga; -1 colher de café de fermento em químico.

Preparo: Bata todos os ingredientes no liquidificador, passe para uma assadeira farinhada e leve ao forno pré-aquecido a 180°C, por no mínimo 30 minutos, ou até que cresça e comece a dourar. Antes de desligar o forno, faça o teste com o garfo, que deverá entrar com facilidade e sair limpo. Sirva quente ou gelado, se preferir faça uma calda de fruta ou chocolate, cubra e leve para a geladeira antes de servir.

 

PRESTA ATENÇÃO! ABRE OS OLHOS, VÊ SE ENXERGA!

OI GALERA DO FF&BA!

 

Hoje não vou falar de culinária, vou sim, tocar num assunto que não gosto de discutir que é Política e principalmente em se tratando de eleições. Primeiro porque sei que geralmente gera um clima desagradável após o embate do confronto das idéias, que claro, sempre divergem. Depois porque a maioria das pessoas enxerga a política a partir do próprio pé e não do ponto de vista geral, do "tipo" tem que ser bom para todos e finalmente, porque não existe ninguém com frieza suficiente para se discutir e analizar todas as questões relevantes ao princípio que rege o legal ou justo, ilegal ou imoral, moral ou ético.

Então, de cima da mais absoluta imparcialidade, resolvi abrir está exceção, porque já há algum tempo, antes até do começo da campanha eleitoral "oficial",venho recebendo vários e-mail falando sobre o passado da Dilma, que ela é isso, que é aquilo, que vai trazer de volta fulano, beltrano, que vai entregar o País para os banqueiros, que sequestrou, que matou, entre outras atrocidades, numa forte campanha de difamação, desmoralização e desqualificação desta candidata, pela qual não nutro nenhuma simpatia (nem tão pouco pelo outro).

Este tipo de e-mail, assim como todos aqueles de correntes de qualquer espécie ou vertentes, até mesmo os que tratam da palavra de Deus e dos dizeres de Jesus, especificamente os que vêm com ameaças do tipo "Você está sendo testado". como se minha fé não fosse nada e que Deus e Jesus fizessem uso desse tipo de expediente para testar a fé de seus filhos e irmãos, costumo deletá-los logo após a leitura, principalmente porque "Penso, logo existo", como bem disse meu amigo Renèe!

Como minha fé em Deus e Jesus é inabalável e minha forma de ler e exercer a política segue princípíos baseados na lógica, observação e bom senso, tudo que me chega e contraria estes valores, se torna de imediato sem nenhum efeito prático ou ensinamento produtivo. Porém, jamais deixo de ler as mensagens por completo, e na última que recebi, enviada por uma amiga do coração, resolvi como resposta, passar a ela o que venho observando já há bastante tempo e tenho visto acontecer no momento atual.

Não tenho a pretensão, nem de longe, de tomar o partido de  nenhum candidato, nem daquele que será o meu escolhido, mas, achei válido passar esta minha visão.

Oi Minha amiga!
Muitas saudades de vocês!
Não vejo a hora de ter uma brecha para ir para Floripa!
Já tem um tempinho que estou para passar para os meus amigos que estão atuando fortemente nessa campanha de desqualificar a Dilma, algo que venho observando já há algum tempo.
Todas as mensagens que me chegam neste sentido, são sempre repetitivas e batem em cima da mesma tecla, embora os fatos e motivos apresentem versões diferentes, o foco é bastante evidente.
A inobservância a alguns detalhes dos caros mensageiros, é que não tem sido tão perspicaz quanto as acusações, talvez até, pelo desejo da derrubada ser maior que a atenção aos resultados que vêm provocando.
Quanto mais se bate na Dilma, mais ela sobe nas pesquisas, está claro que este método não está funcionando, ou pior, está tendo um efeito contrário aos resultados esperados e quanto mais ela sobe (por desespero), maior e mais fortes são as pancadas, o que a vem tornando proporcionalmente mais forte, ou seja, quanto maior a pancada, mais força ela obtém.
Se os caros combatentes de Dilma e Lula tivessem prestado mais um pouco de atenção a nossa recente e pouco produtiva experiência na prática do sufrágio, teriam observado o seguinte:
COLOR X LULA: Color bateu, Lula bateu, Roberto Freire ficou com aquele papinho de neo-comunismo ex-Soviético, e o resultado foi que o mais bonitinho ganhou, o que foi até desculpável, pois, "O Povo" procurava naquele momento um Super Herói e o Color do "Saco Roxo", "Caçador de corrúptos e marajás", boa pinta e atlético apresentava este perfil. Bom, deu no que deu, na verdade era um 'Exterminador de Poupanças' que habitava as profundezas da "Casa da Dinda".
FHC X LULA: Lula bateu, bateu, bateu, com um discurso radical, barba mal feita, engoliu todos os "s" possíveis e imagináveis. FHC, amparado pelo Plano Real, intelectual, boa pinta, poliglota, com um português ("-assim não pode, assim não dá!") impecável, procurou não rebater as pancadas do "Barbudo" e voltou seu discurso para as propostas de governo, no que prentedia fazer, dizendo como e de onde iria tirar os recursos. Ganhou fácil;
FHC X LULA II (O Retorno): Lula bateu forte em tudo que o FHC tinha feito de bom ou ruim, deu até no Plano Real, continuava com um discurso ainda muito radical, sem cuidar da apresentação pessoal e do trato a língua portuguesa. Mesmo quase tendo jogado o Plano Real chão, FHC manteve a velha classe, disse que tinha o pezinho "lá", falou de propostas concretas (como e com que recursos fazer) e levou mais uma;
LULA X SERRA: Serra bateu, bateu, bateu e bateu muito em quem já estava caído, pois Lula tinha um índice de rejeição muito alto do começo até o meio da campanha, aquele discurso de que era o mais preparado, mais experiente, universitário presidente da UNE exilado, secretário disso, daquilo e aquela convicção absurda que foi o melhor Ministro da Saúde que o Brasil já teve e porque não, o melhor do mundo por ter quebrado a patente de alguns medicamentos (como se ninguém pudesse fazê-lo), o que teria sido feito por qualquer um no mesmo cargo na época, pois, era uma determinação do Planalto, tal era o monopólio exercido pelos grandes laboratórios que vinham elevando os preços de determinados remédios, principlamente dos componentes do coquetel de AZT e de outras doenças como o diabetes, pressão, entre outros. O Lula, desta vez bem orientado, baixou o discurso, não rebateu aos ataques, só falou de propostas, comeu apenas metade dos "s", com uma aprentação pessoal mais lapitada, e, conforme foi apanhando, ia deixando claro que era a hora do povo brasileiro ser representado por um legítimo membro da classe operária. Do meio para o final levou sem muitas dificuldades;
LULA X ALCKIMIN: Nunca foi tão fácil, Lula manteve a mesma linha, desta vez amparado em programas sociais e com a maioria dos votos válidos na mão, uma taxa de rejeição que conseguiu baixar bastante, enquanto o Alckimin, batia, batia, batia, tudo que foi feito não estava certo, o "Brasil estava em grande perigo", enfim, saiu pior que a encomenda, levou uma goleada;
DILMA X SERRA: Vamos neste caso começar pelo maior culpado, que foi o próprio partido (PSDB), que tinha um candidato para levar está eleição no primeiro turno (Aécio Neves), e entrou de Serra que já apontava um alto índice de rejeição, assim como a própria Dilma (aliás, vai ser difícil outra eleição com dois candidatos começando com  um índice de rejeição tão alto). Sem a menor criatividade, ou preparo dos responsáveis pela condução da imagem do candidato e sua campanha, o mesmo penteado e discurso, acusações, tentando arrumar factóides como escandalos de violação do sigilo fiscal, batendo o tempo inteiro, mostrando até propostas razoáveis, mas sem dizer de onde pretende tirar as verbas para executá-las (apenas o velho "Vou criar..."), acabou sendo o maior responsável pela subida vertiginosa da sua adversária, entregando de bandeja (pelo menos até agora) a eleição, talvez até no primeiro turno, ou seja, já garantiu para a opositora pelo menos o segundo turno. Dilma amparada no altíssimo nível de aceitação do Lula e seu governo, vem fazendo o arroz com feijão, rebatendo os ataques nos limites mínimos do necessário (contendo a duras penas sua prepotência), falando de manutenção e melhoras baseada nos resultados que já tem.
É por isso que fico surpreso ao ver que justamente quem não quer ver a Dilma no comando do País, estar colaborando tão fortemente para isso, ao não observar com a devida atenção o que vem se passando, parando para fazer uma simples pergunta: Porque será que não está dando certo?
E a partir daí, analisar os fatos, rever os procedimentos e métodos, adotar novo "Modus Operandi", enquanto, talvez, ainda haja tempo.
É hora de parar de bater nela e na mesma tecla, dando cada vez mais mais publicidade e visibilidade para a adversária, pois, mostram mais a imagem dela que de quem realmente querem eleger, só dizem o que e quem não querem, porém, transformando-a em "vítima da difamação", deixando muita gente com pena dela.
Bom, esta e a minha humilde visão dos fatos, talvez por ser imparcial e estar mais preocupado em eleger um Legislativo livre de figuras folclórias e caricatas, sem aqueles mesmos nomes de sempre, livre dos clãs que se eternizaram no congresso, dos candidatos das grandes corporações e do crime organizado, pois, tenho certeza absoluta, que sem um Legislativo de gente séria e descompromissada com qualquer facção empresarial, mercantil financeira, familiar ou criminosa teremos finalmente o controle do nosso País, independente de quem for o "Chefe da Nação", Dilma, Serra, Marina, sua tia, o vizinho, meu cachorro, eu ou você.
É incrível, ainda não termos capacidade de eleger um Legislativo (municipal, estadual e federal) e achamos que podemos escolher a pessoa certa para Comandar o Brasil.
Se achar válido, repasse para os que vem seguindo esta linha equivocada, senão, tenho certeza que pelo menos você minha amiga, leu com atenção e vai refletir bastante sobre tudo isso.
BJu   

 

SER CRIANÇA E OS MOLHOS DA VIDA!

OI GALERA DO FF&BA!

 

Para compensar o atraso da semana passada, me adiantei nessa. Agora é colocar molho na vida para dar graça e nas receitas para dar aquele "TCHAN"!

 

A VIDA – NA GASTRONOMIA – O MOLHO CERTO PODE FAZER TODA A DIFERENÇA

 

Com certeza alguns de vocês já devem ter arrematado: -“Que molho que nada, a vida e a gastronomia precisam é de muito tempero!”.

Afirmação com a qual concordo plenamente, pois, é exatamente isso que dá a graça, o “tchan”, aquele algo mais que faz tudo ficar pra lá de interessante, de um simples olhar, um trejeito, até aquele beijinho que poderia perfeitamente não passar de um mero “selinho” e acaba levando a transa mais louca que se teve na vida.

Na culinária ocorre exatamente o mesmo, um temperinho despretensioso pode transformar uma comidinha banal em um preparo divino, digno da mais alta gastronomia.

O detalhe é que molhos também são temperos, mais ou menos elaborados, modificam ou acrescentam paladar, aroma e apresentação a pratos simples, que não teriam a menor graça sem aquela mistura como complemento.

Traçando mais um paralelo com a vida, os molhos podem agregar duas qualidades irresistíveis para a maioria dos seres humanos: charme e sensualidade, que podem aflorar com uma roupa, um penteado, uma maquiagem, na maneira de sentar ou andar, olhar, sorrir e até mesmo com aquela famosa jogada de cabelo ou um simples passar de dedos pelos fios, tudo isso claro, com exceção da maquiagem no caso dos homens, vale para ambos os sexos e suas vertentes e a maioria das receitas que conhecemos.

Em se tratando de receitas, os molhos podem vestir como uma roupa, maquiar de forma completa ou apenas com um batonzinho básico, sentar sobre o preparo com aquela escorridinha para o prato que pode ser comparado um belo cruzar de pernas, e ainda caminhar pela porção, dar a impressão que está olhando e sorrindo de forma convidativa, ser jogado para o lado como se fosse um lindo cabelo ou até disposto em fios, imitando a passagem dos dedos por madeixas selvagens.

Boas bases são tudo que a maioria dos molhos precisam, tanto para serem criados, como adaptados para massas, os diversos tipos de carne, recheios, saladas e outras iguarias, que ganham sabor e exclusividade quando acompanhados pelo molho com o encaixe certo.

No caso das saladas, além dos conhecidos Ranch, Italiano, Ceazar, os molhos podem adquirir várias formas, que vão de um simples vinagrete até os mais elaborados a base de iogurte, creme de leite, nata fresca, mostarda tipo Dijon e soro de queijos frescos.

Massas e carnes encontram combinações maravilhosas nos baseados em tomates, creme de leite e nata fresca, requeijão e outros queijos com capacidade para fundir ou dissolver em vinhos e bebidas fortes. Fecham buquês interessantes com ervas, especiarias, manjericão, manjerona, hortelã, folhagens como a da rúcula, couve, agrião, espinafre, escarola, além de tomate seco, moçarela de búfala, presunto de Parma, culatelo e bacon.

Seja lá de que maneira for, é na presença dos molhos, que apreciamos, utilizando todos os sentidos, um grande preparo de uma bela receita, da mais simples, a mais sofisticada.

 

MOLHO RENATINHA:

 

Ingredientes:- 100g de gorgonzola; -1 colher de chá de azeite de oliva; -50g de bacon em cubinhos; -5 folhas de manjericão; -¼ de cebola (média) picadinha; -100ml de vinho branco seco; -½ xícara de requeijão cremoso (sem amido); -1 xícara de nata fresca ou uma caixinha de creme de leite batida no liquidificador; -sal qb.

Preparo: -Numa frigideira grande aqueça 1 colher de chá de azeite de oliva e frite o bacon até que fique bem douradinho, em seguida refogue a cebola, acrescente o vinho branco, o gorgonzola em pedaços pequenos e dilua-o amassando-o e mexendo para obter uma mistura uniforme. Coloque o requeijão, o creme de leite, as folhas de manjericão e mexa até o molho ficar homogêneo, ajuste o sal e sirva, com bacalhau grelhado, assado ou frito em azeite, qualquer outro peixe de paladar acentuado, sempre em postas ou filés grossos, chapeados, grelhados ou assados. O salmão e a truta, assim como o cação, surubim ou pintado, pacu e pirarucu, suportam bem o paladar apurado deste molho.

Aves e carnes vermelhas mal passadas se harmonizam maravilhosamente bem. Com parmesão ralado grosso vai bem com qualquer tipo de massa al dente.

 

MOLHO DE BANANA BALSÂMICO:

 

Ingredientes: -4 bananas da terra ou prata picadas ou cortadas em rodelas; -1 lt de suco de laranja natural ou pronto; -2 colheres de chá de açúcar mascavo; -1 pimenta dedo de moça sem sementes picadinha; -sal qb; -1 colher de sopa de shoyu; -1 colher de sopa de molho inglês; -5 a 7 colheres de sopa ou ½ xícara de aceto balsâmico.

 

Preparo: -Numa panela média ou grande, coloque as bananas e parte do suco de laranja (fogo baixo), para iniciar o processo de cozimento, junte o açúcar mascavo e a pimenta dedo de moça, vá mexendo e acrescentando suco de laranja, até que as bananas amoleçam. Interrompa temporariamente o processo de cozimento e bata tudo no liquidificador, em seguida devolva tudo para a panela, e, ainda em fogo baixo, acrescente os demais ingredientes, continue acrescentando o suco de laranja aos poucos até que ele termine, permaneça mexendo e acompanhando a redução do líquido, até obter um molho cremoso e com certa densidade, ajuste o sal  com cuidado para não exceder e roubar o paladar da banana. Excelente para aves, suínos, caprinos, ovinos e qualquer carne exótica, como avestruz, javali, veado, capivara, etc., ou ainda, simplesmente com torradas ou pão italiano.

 

SER CRIANÇA É...

 

 

Ser autêntico em tempo integral;

poder Escolher sempre o que é realmente interessante;

sempre Reagir bem ao “sim”;

 

pular, Correr, gritar sem a menor noção de volume, tempo ou hora de parar;

sempre Reagir mal ao “não”;

Instintivamente adorar os animais;

sempre Amar pai e mãe incondicionalmente, até mesmo depois da bronca ou castigo;

Nunca arrumar o quarto antes daquela bronca;

ter confianÇa absoluta que estarão sempre protegidos pelos pais;

jamais ser Ameaçado pela violência, o abandono e a indiferença.

 

QUIBE ASSADO COM QUEIJOS RAPIDINHO:

 

Ingredientes: -500g de trigo para quibe; -500g de carne moída (patinho); -2 ovos; -hortelã picada qb; -sal e p. reino qb; -100g de queijo prato em cubinhos; -100g de queijo minas meia cura; -100g de parmesão ralado grosso; -suco de ½ limão; -4 colheres de sopa de azeite de oliva extra virgem; -1 copo de requeijão..

 

Preparo: Deixe o trigo de molho na água morna por aproximadamente 45 minutos, escorra e esprema bem para retirar toda água possível, misture com a carne moída, hortelã, p. reino, sal, os ovos, suco de limão e o azeite. Numa assadeira antiaderente, cubra o fundo e as laterais com  a massa, recheie com os 3 queijos, espalhe o requeijão aquecido por 50 segundos no microondas ou em água quente e cubra com outra camada de massa, polvilhe um pouco de queijo parmesão ralado grosso e leve ao forno pré-aquecido a 180°C (ou médio) por 30 minutos ou até que fique dourado. Retire, leve para a mesa, recorte com uma espátula ou colher grande e sirva.

ATRASADO DE NOVO!

OI GALERA DO FF&BA!

 

Atrasadinho outra vez né? Agora tudo está em dia e não vou atrasar mais, pelo menos esta semana, depois, só Deus sabe!

 

Em primeiro lugar um grande abraço e um beijo maior ainda para a galera de NOVO HORIZONTE que me deu a honra de participar dos cursos que ministrei por lá sobre Culinária. Os MENINOS E MENINAS DO CCI e  A GALERA ANIMADA DA CULINÁRIA BÁSICA, muito obrigado pelo carinho de todos vocês, pois, tornou inesquecível cada momento que passamos juntos.

 

FAZER O QUE GOSTA – PLANTAR – COLHER – DEGUSTAR – DORMIR FELIZ!

 

Essa foi à tônica das duas últimas semanas, quando comecei fazendo uma das coisas que mais adoro: dar aulas, ou melhor, trocar conhecimento com os alunos através do envolvimento entre as partes do primeiro ao último minuto de cada grade diária.

Plantar com carinho todo o conhecimento a ser passado, com paciência, bom humor, leveza, atenção especial dedicada a cada um, de acordo com suas dificuldades individuais, valorização e aproveitamento das qualidades daqueles que muito tem a oferecer.

Colher além dos resultados de bons preparos, o carinho com que todos retribuem o pouco que dei, sem cobrar nada pelo muito que me deram: sorrisos, olhos atentos, vontade de acertar o tempo inteiro, beijos e abraços carinhosos de agradecimento.

Degustar ao lado deles, os pratos que prepararam com tanta dedicação e esforço, mesmo exaustos depois de um dia inteiro de trabalho, num clima de alegria capaz de contagiar o mais sisudo dos seres.

E finalmente, dormir feliz pelo objetivo alcançado, com a consciência plena de certeza da missão cumprida, não por obrigação, mas, pelo mais puro prazer.

“Na sequência, de volta a “Base”, recebi um convite para um evento onde foram oficializados como pratos típicos de Araçatuba, o Cupim Casquerado” e o “Caldo do Artista” do grande Chef, mestre e amigo Mauro Rico.

Um evento onde todos colheram (autoridades locais, convidados de honra e sem honra, empresários, enfim, todos os setores estavam representados) os louros, degustaram os pratos e de barriga cheia, com toda a certeza dormiram felizes, mesmos os que nada plantaram, mas que nessas horas oportunas, têm sempre  um discurso na ponta da língua.

Prestigiou o evento, o Chef Gabriel Aleixo, sempre pronto para dar uma boa dica de receita rápida e descomplicada.

Parabéns Araçatuba! Potencial não te falta “Terra do Boi Gordo”, faltava mesmo era gente que fizesse gente com visão, gente comprometida e agora tem!

Votuporanga é outra cidade com um potencial enorme, e tenho certeza, está indo no mesmo caminho, a exemplo de Araçatuba, com menos discurso e mais ação, vai ocupar um lugar de destaque na Gastronomia nacional, porque dispõe do material humano necessário, empresários de visão e uma população ávida por uma culinária variada e diferenciada.

Presidente Prudente, terra do Chef Gabriel, vai na mesma batida e quem ganha com isso é a população desse raio imenso, que abrange uma infinidade de cidades, que  serão atingidas em cheio com a explosão gastronômica desta parte do interior do estado.

O resultado de tudo isso é o aumento das vagas de empregos diretos e indiretos, fomentação do turismo gastronômico, injeção de capital na economia local e conseqüente crescimento econômico com o aumento do consumo em todos os setores do comércio.

Para tanto, é preciso pensar no todo e não individualmente, visando o sucesso ou lucro, que serão uma conseqüência natural, é necessário que se pense amplo e não grande, pois crescer depende da boa e correta alimentação, de nada adianta engolir uma melancia inteira, passar mal e não conseguir dar um passo adiante.

 

CALDO DO ARTISTA (By CHEF MAURO RICO):

 

Ingredientes: 250g de coxas e sobrecoxas em cubinhos; -250g de acém limpo em cubinhos; -250g de lingüiça calabresa em cubinhos; -150g de bacon em cubinhos; -1 kg de mandioca em cubinhos; -1 abóbora kabochan média em cubinhos; -250g de cenoura picada em cubinhos; -250g de vagem picada fininha; -150g de couve picada em quadrados sem talo; -200g de cebola picadinha; -5 dentes de alho picados; -1 xícara de chá de salsa picada grosseiramente; -500g de banana nanica amassada; -1 xícara de chá de óleo de milho; -02 pimentas vermelhas picadas sem sementes; -05 litros de água; -sal qb.

Preparo: Tempere separadamente o frango e o acém com sal e p. reino. Em uma panela grande, aqueça o óleo, frite o frango e reserve. Na mesma panela, frite o bacon, refogue o acém e deixe dourar, em seguida adicione a cebola, o alho e a pimenta, refogue, junte a mandioca e abóbora, coloque sal e refogue até o início do cozimento, acrescente toda a água, adicione a calabresa e deixe cozinhar até que os vegetais comecem a se desmanchar, mexendo sempre para não grudar, então adicione a cenoura, a banana amassada, a vagem e o frango frito, corrija o sal e veja se há necessidade de acrescentar água, deixe cozinhar por trinta minutos, desligue o fogo e acrescente a salsa e a couve, sirva com cebolinha picada por cima de cada porção. (acompanha torradas, pimenta ardida e parmesão ralado grosso.

 

 

 

DOCINHOS CASEIROS

 

Você gosta de doce caseiro? Não estou falando daquele docinho que nunca sai de casa, mas, dos que são feitos em casa, como doce de abóbora, de casca de laranja, mamão, coco, cocada, brigadeiro, beijinho, cajuzinho, arroz doce, e outros mais.

A grande vantagem desses doces sobre os industrializados é a ausência de qualquer espécie de conservantes ou aditivos químicos, podem não ser menos calóricos, mas, com toda a certeza são infinitamente mais puros, com respeito aos ingredientes e preparo.

Como já fui criança, sei que a preferência é sempre para os industrializados e como você e a maioria das crianças, torcia o nariz para os feitos em casa, até que um dia, resolvi experimentar sem colocar nenhuma barreira, foi então que comecei a apreciar, até chegar ao ponto de pedir para minha mãe e minha avó prepararem para mim.

A cocada da minha avó, o doce de abóbora e o arroz doce da minha mãe, eram os meus preferidos, porque além de gostosos, eram feitos em grandes quantidades e, portanto, era só abrir a porta da geladeira que sempre tinha um recipiente com um deles.

Estes só eram superados pelo pudim de leite, quindim e a queijadinha, que eram feitos com menor freqüência, devido a maior dificuldade no preparo.

Dê uma chance (se é que ainda não deu) para os doces feitos em casa, tenho certeza que você não vai se arrepender.

 

COCADINHA PUXA-PUXA:

 

Ingredientes: 200g de coco ralado grosso; -300 ml de leite integral; -5 colheres de sopa de açúcar refinado; -1 lata ou caixinha de leite condensado.

 

Preparo: Numa panela antiaderente, coloque o leite e o açúcar, vá mexendo até que comece a tomar a consistência de calda, junte o leite condensado e o coco, continue mexendo até que vire um creme bem denso. Numa superfície (bancada de pia ou mesa) com pedra de granito ou mármore, faça porções com 1 ou 2 colheres de sopa, dependendo do tamanho que preferir, espere esfriar e com uma espátula ou faca, solte as cocadas e passe para um recipiente adequado.

 

 

 

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